<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2509779885186479460</id><updated>2011-11-30T15:58:29.658-02:00</updated><title type='text'>JORNADA PSICOLÓGICA Ψ</title><subtitle type='html'>Aqui você encontra reflexões sobre o ser humano, a partir de alguns conceitos da Psicologia, comentários sobre filmes, livros, músicas e outros recursos para ajudar no eterno processo do autoconhecimento.
Vamos comigo nesta Jornada Psicológica!</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://jornadapsicologica.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2509779885186479460/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornadapsicologica.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15932854584916147590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_DVaakBrG5R8/SY3HIya0bpI/AAAAAAAAAA0/1zhslCIzuHU/S220/PIC00035.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>18</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2509779885186479460.post-3738335054089181287</id><published>2011-10-04T11:05:00.003-03:00</published><updated>2011-10-04T11:15:16.435-03:00</updated><title type='text'>Reflexões sobre a Psicoterapia Existencial e a Vida</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-BxnmhkMr5nA/TosTk9jlwpI/AAAAAAAAAFY/dXzreyt9G_g/s1600/existencia.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 246px; height: 205px; text-align: center; display: block; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5659638882441216658" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-BxnmhkMr5nA/TosTk9jlwpI/AAAAAAAAAFY/dXzreyt9G_g/s400/existencia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Para Psicoterapia Existencial a existência precede a essência. A existência é uma construção permanente do nascimento a morte. Durante esse processo muitas são as angústias vividas por nós, seres humanos. As 4 angústias fundamentais que permeiam nosso existir são a solidão, a morte, a liberdade e o projeto existencial. Todas elas relacionam-se entre si e são vivenciadas por nós em várias etapas da vida. Junto a elas encontramos as dificuldades inerentes a situação, tempo, espaço, fala, outro e obra, conforme nos apontou Augras (1986) em seu livro “O ser da compreensão”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A angústia da solidão diz da nossa dificuldade de estar só. Este estar só implica estarmos conosco mesmo, o que não é nada fácil já que com isso nos deparamos com nossa humanidade, nossas imperfeições. Então nossa maior dificuldade se revela e tentamos fugir da separação do outro. O outro é importante em nossa história. Nós somos seres sociais e por isso precisamos estar com o outro. Contudo não podemos estar no outro. Por isso fugimos da separação com a fusão ou com a hostilidade. Fundimos-nos ao outro com receio de perdê-lo. Com isso adoecemos um relacionamento, pois não suportamos viver a vida do outro por muito tempo sem nos deparamos com nós mesmos em algum momento. No outro extremo, também podemos ser hostis. Afinal já que precisamos nos separar, talvez seja preferível que nem haja a união. Com isso nos afastamos do outro, o enxotamos de nossa vida para que não nos percamos dele.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A liberdade também nos causa angústia. Liberdade de escolher, de estarmos diante do desconhecido. Somos lançados ao mundo e todo o tempo nos submetemos a nossas escolhas. Como disse Sartre “Estamos condenados a ser livres”. Escolher é angustiante, pois há infinitas possibilidades que são perdidas quando uma só pode ser escolhida. Estamos sempre diante de situações conflitivas, ambíguas e paradoxais, e precisamos exercer nossa liberdade. Mas tentamos evitá-la todo o tempo. Queremos ter o controle sobre todas as possibilidades para que nossa escolha seja mais fácil. Recorremo-nos a oráculos pois precisamos ter o controle do tempo. Quando algo vai ocorrer? Como posso escolher? Para onde essa escolha irá me levar? Queremos as previsões prontas e concretas. Para evitar a angústia da liberdade, evitamos ou reduzimos nossas escolhas. Contudo a não escolha já é uma escolha e por isso a angústia é permanente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A morte é nossa maior certeza e nossa principal negação. Apenas a menção da morte causa angústia para alguns. É preferível se alienar no mundo, no tempo e no espaço, do que reconhecer que somos seres finitos. Não queremos envelhecer, pois a velhice nos remete a nossa morte. Nosso corpo é nosso espaço vital que também é construído na existência. Mantê-lo jovem e forte é nosso ideal. Contudo o tempo não para. As rugas aparecem e os cabelos embranquecem. Então percebemos que esse corpo é uma construção que também irá se findar. Contudo, acreditamos ser invulneráveis. A morte só atinge ao outro. Mas a vida nos lembra da morte a todo segundo. Para morrer basta estar vivo. Nossas perdas ao longo da vida nos doem na mesma proporção do quanto distantes da morte acreditamos nos encontrar. Então estas perdas, seja de pessoas, de um emprego, de casamento, é a vida lembrando nossa invulnerabilidade, nossa falta de controle, nossa impermanência e finitude. Afinal não é nossa única certeza? Será que, como Gregor (personagem de Kafka em A Metamorfose), precisamos virar insetos para reconhecer nossa humanidade? Mas sim, precisamos da metamorfose.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Enfim o projeto existencial. A angústia de ter um sentido. A obra que iremos realizar. No decorrer de nossa existência criamos inúmeros projetos. Isto porque o projeto é uma construção constante, e só termina com a morte. Em alguns momentos nos enterramos devido a um único projeto, mas esquecemos que não há vida sem sentido, nem existência sem projeto, por isso ele não pode ser único. Ele envolve nossa liberdade de escolha, nosso estar só, e o reconhecimento da nossa finitude. Ele nos acompanha do início ao fim de nossa existência. Mesmo porque, como nos disse Carl Rogers: “A grande obra do ser humano é a construção de existência”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2509779885186479460-3738335054089181287?l=jornadapsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornadapsicologica.blogspot.com/feeds/3738335054089181287/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2509779885186479460&amp;postID=3738335054089181287&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2509779885186479460/posts/default/3738335054089181287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2509779885186479460/posts/default/3738335054089181287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornadapsicologica.blogspot.com/2011/10/reflexoes-sobre-psicoterapia.html' title='Reflexões sobre a Psicoterapia Existencial e a Vida'/><author><name>Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15932854584916147590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_DVaakBrG5R8/SY3HIya0bpI/AAAAAAAAAA0/1zhslCIzuHU/S220/PIC00035.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-BxnmhkMr5nA/TosTk9jlwpI/AAAAAAAAAFY/dXzreyt9G_g/s72-c/existencia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2509779885186479460.post-8933768602265404779</id><published>2011-05-04T14:55:00.004-03:00</published><updated>2011-05-04T16:27:42.624-03:00</updated><title type='text'>AMOR?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-Fg9kMH6AwwA/TcGUnxU_a1I/AAAAAAAAAFA/tDvyVnQSGAQ/s1600/amor.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 260px; DISPLAY: block; HEIGHT: 365px; CURSOR: pointer" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5602922822402796370" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-Fg9kMH6AwwA/TcGUnxU_a1I/AAAAAAAAAFA/tDvyVnQSGAQ/s400/amor.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Está em cartaz o mais recente filme de João Jardim “Amor?”. Interessante ver o novo estilo documentário-ficção, já que trata-se de depoimentos reais apresentado por atores. Há tempos esperava um bom filme que retrata a violência, e enfim minha espera chegou ao fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme é um documentário ficcional. Atores representam pessoas que relatam em entrevistas suas histórias de violência que praticaram ou se submeteram. Os depoimentos giram em torno de relacionamentos repletos de violência e ciúme. A dúvida colocada é “Será que o que mantém as pessoas em relacionamentos desse tipo pode ser chamado de Amor?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há alguns meses trabalho em um abrigo para mulheres que sofrem violência doméstica e estão em situação de risco. As mulheres que chegam até lá estão em ameaça iminente de morte. Os agressores, em 100% dos casos até então, são os companheiros. Diferentemente do que pode ser percebido no filme, a maioria das mulheres abrigadas são de nível socieconômico baixo. Talvez porque estas não podem contar com outra saída, como viajar, ou até se abrigarem em casas de familiares. As mulheres que passam pelo abrigo, muitas vezes, não possuem família de origem, ou a própria família também é colocada em risco pelo agressor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que provoca nossa reflexão, e que é bem abordado no filme, é: Por que as pessoas se submetem a relacionamentos que causam tanta dor e sofrimento? Podemos pensar em várias respostas pra essa pergunta, mas nenhuma nos dará a visão completa do assunto. Ao escutar a história de vida de algumas dessas mulheres, é possível notar algo em comum que é a violência presente desde a infância. Algumas sofrem violência do pai (mãe ou outros familiares), ou então presenciam a violência diária em seus lares. Algumas não conhecem outro tipo de relação, sem ser a repleta de violência. Então nesse caso, talvez isso seja amor. Alguns podem pensar: “Mas como pode ser amor? Amor de verdade não machuca, não agredi, não ofende” ou “Amor é algo sublime”. Realmente, eu posso acreditar que o amor não agredi, mas eu me baseio em minha história. Cada um tem a sua concepção do que é o amor, e como podemos dizer que está errado? Afinal, o amor é uma construção e cada um dá pra ele um significado próprio. Então é compreensível que pessoas aprendam que amor e violência andam juntos. Afinal, aqueles que deviam amar e cuidar, acabam por agredir, e isso fica marcado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, afirmo de novo, não é uma relação simples de causa e efeito, é tudo muito mais complexo do que imaginamos. Além disso, sabemos que há nossa escolha pessoal. Nós ressignificamos nossos aprendizados ou não, depende de cada um. Mas não é tarefa fácil, e por isso não podemos julgar, ou resumir tudo a uma questão social ou cultural. E ao não julgar, não posso dizer o que amor é ou não é, pois para isso partimos de concepções individuais. Acredito que neste sentido, o filme pode ajudar nossa compreensão. Quando escutamos os relatos, mesmo que representados por atores, algo mexe conosco. Pelo menos foi a impressão que notei em algumas pessoas que também assistiram. Além disso, temos depoimentos dos dois lados na moeda, o agressor e a agredida. Isso nos ajuda a olhar o todo sem rotular as vítimas ou agressores, já que em alguns momentos os papéis se invertem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que o amor não é ciência exata. Aliás o que é exato quando nos referimos às pessoas? Exatamente por isso conclusões simplistas e causais devem ser evitadas. Não podemos ser ingênuos de pensar que a violência de hoje pode ser justificada pela violência do passado, mas isso serve sim para compreendermos melhor a pessoa. Em alguns depoimentos do filme as mulheres conseguiram romper o ciclo da violência em suas vidas, o que mostra que é possível. Sempre há um limite que quando atingido, algo é despertado. A questão é que para algumas pessoas isso pode demorar uma vida inteira para ocorrer. E nesse âmbito cabe a nós, profissionais de Psicologia, acolher e auxiliar aqueles que nos procuram, a ressignificar seus aprendizados do passado e fazer novas escolhas no futuro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2509779885186479460-8933768602265404779?l=jornadapsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornadapsicologica.blogspot.com/feeds/8933768602265404779/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2509779885186479460&amp;postID=8933768602265404779&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2509779885186479460/posts/default/8933768602265404779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2509779885186479460/posts/default/8933768602265404779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornadapsicologica.blogspot.com/2011/05/amor.html' title='AMOR?'/><author><name>Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15932854584916147590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_DVaakBrG5R8/SY3HIya0bpI/AAAAAAAAAA0/1zhslCIzuHU/S220/PIC00035.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Fg9kMH6AwwA/TcGUnxU_a1I/AAAAAAAAAFA/tDvyVnQSGAQ/s72-c/amor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2509779885186479460.post-1703624980792580196</id><published>2011-01-01T14:04:00.003-02:00</published><updated>2011-01-01T14:07:59.748-02:00</updated><title type='text'>Reflexões sobre a morte e o luto</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_DVaakBrG5R8/TR9Qzu27OCI/AAAAAAAAAE0/GdsxRGRbtAw/s1600/thegreatest.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 280px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5557249314880436258" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_DVaakBrG5R8/TR9Qzu27OCI/AAAAAAAAAE0/GdsxRGRbtAw/s400/thegreatest.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Hoje, no primeiro dia do ano de 2011, quero falar do filme “Em busca de uma nova chance” (The Greatest) que assisti no último dia de 2010. O filme fala sobre uma família que sofre uma grande perda, e mostra como cada um lida com o luto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto assistia ao filme, me lembrei do conceito de Homeostase na família, que em termos gerais, refere-se a tendência da família de manter seu sistema em equilíbrio. Esse conceito está implícito já que no decorrer do filme a família parece ficar em total desequilíbrio após a perda de um de seus componentes. Com isso podemos pensar que o filho mais velho que morre em um acidente de carro, era o perfeito da família, e quando sai de cena obriga a cada um olhar para si. Por isso o desequilíbrio. Com a saída do “filho perfeito”, cada um precisa voltar-se para suas próprias imperfeições e limitações, e lidar com elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E temos a entrada da namorada do filho para desorganizar ainda mais o sistema. Ela provoca diferentes reações nos membros da família, e revela a maneira com que cada familiar lida com o luto. A mãe, obcecada pela morte do filho, vê a garota como intrusa, e acredita ser inadmissível ficar feliz novamente após tamanha dor, como se a morte de seu filho a condenasse a infelicidade eterna. O pai vê a garota como um refúgio, de certa forma, uma substituta. Com isso não precisa lidar com a dor de sua perda. Além disso, insiste em ser visto como aquele que precisa ser “o forte” para apoiar os outros que sofrem. O irmão mais novo deprecia a garota como depreciava o irmão, para que ele possa se sobressair de alguma maneira, já que é o coadjuvante da família. O garoto procura um grupo de apoio e luta contra a vontade de se drogar novamente para fugir de seus problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme revela extremos para lidar com a dor. E se pensarmos numa maneira ideal, talvez o melhor para cada um seja não adotar os extremos dos personagens do filme. Nem fugir do sofrimento como o pai, evitando expressar sua dor, ou o filho, se refugiando no quarto e nas drogas; nem deixar de viver sua vida e olhar para o futuro, como a mãe que ficou presa aos acontecimentos do dia da morte do filho. Talvez a postura da garota revele a forma mais saudável, aceitando a dor da morte de seu namorado, mas continuando a viver sua vida, e vislumbrando um futuro mais feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma morte inesperada mexe mesmo com toda a família. O filme mostra isso com sensibilidade, mas a verdade é que cada um lida a seu jeito. Não há uma maneira certa ou errada, mas a maneira de cada um. E cada um a seu tempo verá se aquela forma com que está lidando é saudável ou prejudicial para si mesmo e para o sistema familiar no qual está inserido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme me tocou de maneira especial, pois passei por essa dor em 2010. Minha mãe morreu de maneira inesperada em outubro e isso causou muitas mudanças. Mudanças na forma de ver a vida e de vivê-la com quem a gente ama. Alguns problemas tornam-se tão pequenos. Percebi que cada um expressa sua dor a sua maneira, e não há como julgar isso. Alguns simplesmente não conseguem lidar com o sofrimento. Alguns amigos simplesmente se afastam, talvez por acharem que você precisa de espaço, ou por não saberem mesmo como agir. Mas enfim, não há uma forma ideal. A verdade que ninguém nos avisa, é que a dor na verdade não passa. Não quer dizer que precisamos sofrer e chorar todos os dias, afinal nós continuamos a viver. Mas é como um buraquinho se abrisse e não se fechasse mais. Não há preenchimento, ele sempre estará lá. Mas a dor, digamos, muda de nível e aos poucos se transforma em saudade, então não dói tanto...mas o incomodo sempre estará no mesmo lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que quando nos deparamos com a morte de alguém que tanto amamos, percebemos nossa finitude e falta de controle. A morte chega para todos e evitarmos falar disso não evita que ela aconteça em nossas vidas. Precisamos ser mais sinceros conosco mesmo, com nossas limitações, com nossos erros e nossa dor. Se a cada dia conseguirmos viver a vida de maneira plena, seja como for, com a gente e com os outros, poderemos encarar a morte com mais naturalidade. Não irá doer menos, mas quando ela chegar, estaremos mais preparados para continuar a viver... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2509779885186479460-1703624980792580196?l=jornadapsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornadapsicologica.blogspot.com/feeds/1703624980792580196/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2509779885186479460&amp;postID=1703624980792580196&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2509779885186479460/posts/default/1703624980792580196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2509779885186479460/posts/default/1703624980792580196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornadapsicologica.blogspot.com/2011/01/reflexoes-sobre-morte-e-o-luto.html' title='Reflexões sobre a morte e o luto'/><author><name>Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15932854584916147590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_DVaakBrG5R8/SY3HIya0bpI/AAAAAAAAAA0/1zhslCIzuHU/S220/PIC00035.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_DVaakBrG5R8/TR9Qzu27OCI/AAAAAAAAAE0/GdsxRGRbtAw/s72-c/thegreatest.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2509779885186479460.post-2034155877438846344</id><published>2010-09-12T16:23:00.004-03:00</published><updated>2010-09-12T17:22:04.542-03:00</updated><title type='text'>O que cultivamos para nós?</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_DVaakBrG5R8/TI02R17GbPI/AAAAAAAAAEI/sG9nkhPN2Zg/s1600/Joan_Allen_a_outra_face_da_raiva.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 204px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5516124798759365874" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_DVaakBrG5R8/TI02R17GbPI/AAAAAAAAAEI/sG9nkhPN2Zg/s400/Joan_Allen_a_outra_face_da_raiva.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A outra face da raiva (The upside of anger) conta a história de uma mulher amargurada pelo abandono do marido que precisa lidar com as quatro filhas. Parece uma historinha clichê, mas oferece ótimas reflexões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme é narrado, em alguns momentos, pela filha mais nova e adolescente da personagem principal Terry Wolfmeyer (Joan Allen). A filha em algumas passagens do filme diz que mãe era doce e afetuosa antes do sumiço do marido. Contudo essa é uma faceta que não é revelada pela personagem, a não ser nos últimos minutos do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terry acredita que seu marido a traiu e fugiu com uma secretária. Com isso cultiva durante toda a história uma grande amargura da vida. Por sentir-se abandonada e humilhada fecha-se em uma redoma e é sempre muito dura e exigente em seus relacionamentos. As filhas percebendo a mudança da mãe, passam a afrontá-la, cada uma a sua maneira. Curiosamente, a filha mais nova, a adolescente, tratadas por todas as outras e pela mãe como criança é a que se mostra mais madura durante a história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme revela algumas mudanças no ciclo familiar. A filha mais velha que está se formando e iniciando nova família. Uma das filhas que escolhe trabalhar ao invés de estudar e se relaciona com um homem com o dobro de sua idade. A outra que simplesmente quer estudar algo que lhe dá prazer mesmo contra a vontade da mãe. A mais nova que se encanta por um outro adolescente e descobre que ele é gay. E a mãe que tenta iniciar um novo relacionamento com um ex-jogador de beseiboll que leva a vida de maneira descompromissada. Todas essas mudanças acabam gerando uma infinidade de conflitos, nas quais a matriarca da família não consegue lidar com tranqüilidade. Terry então se mantém na postura de vítima, da mulher que foi abandonada e utiliza disso como defesa e arma em suas relações. Contudo a convivência com Denny (Kevin Costner), que se torna o novo namorado e que aparentemente é o oposto de Terry, permite que ela vá ficando mais flexível. Ele compreende seu mau-humor constante e respeita seu espaço mesmo que algumas vezes pareça estar distante e desinteressado. Ele acaba trazendo leveza para uma família cheia de tensões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é bacana de pensarmos com esse filme é o quanto nos prendemos a determinados sentimentos e situações, e como nós mesmos criamos certos problemas. Claro que é inevitável fugirmos das mudanças dos ciclos familiares. É um processo natural: Sair de casa, constituir nova família, ter filhos, trabalhar, aposentar, os filhos que saem de casa, lidar com as perdas. Mas isso tudo não precisa ser vivido com tanta amargura e sofrimento. Os conflitos às vezes são necessários para nosso crescimento e amadurecimento. E inicialmente entendemos a amargura de uma mulher que se sente traída e abandonada. Mas porque estender a dor? Por que cultivar tanto tempo um sentimento tão pesado como a raiva? A raiva também é natural e não deve ser reprimida, de maneira alguma. Mas como cada sentimento devemos vivê-lo e deixar que ele se vá. Melhor ainda se pudermos aprender com ele. A personagem cultiva sua raiva, gerando cada dia um novo conflito ou criando um novo problema. Apenas no final ela percebe quanto tempo desperdiçou de sua vida com algo completamente irreal, e com um problema criado por ela mesma. Ela então precisa elaborar o luto. O luto de uma raiva que não era necessária, o luto de um ciclo que termina para outro iniciar, o luto da morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escutei uma vez de uma amiga psicóloga que o passado não deve servir de sofá, para nos sentarmos e acomodarmos, mas sim um trampolim para que possamos nos lançar a novos aprendizados. Terry viveu 3 anos de sua vida presa a um único acontecimento. Precisamos aprender a cultivar coisa leves e que nos dêem prazer de viver. Viver o presente já é um bom adubo. Afinal é isso a única coisa que nos pertence e que temos verdadeiramente: O Presente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que a pergunta que deve ser uma constante em nossa vida: o que estou cultivando para mim é mesmo necessário?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2509779885186479460-2034155877438846344?l=jornadapsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornadapsicologica.blogspot.com/feeds/2034155877438846344/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2509779885186479460&amp;postID=2034155877438846344&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2509779885186479460/posts/default/2034155877438846344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2509779885186479460/posts/default/2034155877438846344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornadapsicologica.blogspot.com/2010/09/o-que-cultivamos-para-nos.html' title='O que cultivamos para nós?'/><author><name>Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15932854584916147590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_DVaakBrG5R8/SY3HIya0bpI/AAAAAAAAAA0/1zhslCIzuHU/S220/PIC00035.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_DVaakBrG5R8/TI02R17GbPI/AAAAAAAAAEI/sG9nkhPN2Zg/s72-c/Joan_Allen_a_outra_face_da_raiva.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2509779885186479460.post-759698276234466775</id><published>2010-09-05T11:10:00.002-03:00</published><updated>2010-09-05T11:11:30.507-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;"Para a Compreensão da verdade, todas as idéias, conclusões e opiniões devem cair por terra, como as folhas secas de uma árvore. A verdade não pode ser achada em livros, mas no contato verdadeiro com as vivências".     J. Krishnamurti&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2509779885186479460-759698276234466775?l=jornadapsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornadapsicologica.blogspot.com/feeds/759698276234466775/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2509779885186479460&amp;postID=759698276234466775&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2509779885186479460/posts/default/759698276234466775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2509779885186479460/posts/default/759698276234466775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornadapsicologica.blogspot.com/2010/09/para-compreensao-da-verdade-todas-as.html' title=''/><author><name>Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15932854584916147590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_DVaakBrG5R8/SY3HIya0bpI/AAAAAAAAAA0/1zhslCIzuHU/S220/PIC00035.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2509779885186479460.post-4018692112546599606</id><published>2010-08-04T17:29:00.005-03:00</published><updated>2010-08-04T17:34:04.453-03:00</updated><title type='text'>Está na hora de sairmos da Matrix!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_DVaakBrG5R8/TFnNzpKiP8I/AAAAAAAAADw/yJko17JJITA/s1600/matrix20.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 168px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5501654706916835266" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_DVaakBrG5R8/TFnNzpKiP8I/AAAAAAAAADw/yJko17JJITA/s400/matrix20.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A vida nos ensina, isso é fato! Resolvi reler um livro que havia lido há alguns anos atrás. Um livro que foi marcante na época em que li, mas que já não me lembrava com tanta nitidez de seus ensinamentos. Voltou no momento certo. E me fez entender minha fascinação pelos ensinamentos dos filmes. Tudo são na verdade ensinamentos da vida. Por isso transcrevo aqui um dos capítulos do livro ILUSÕES – As aventuras de um Messias Indeciso de Richard Bach. Pra mim esse é o melhor de seus livros pois contém o ensinamento dos outros. Espero que gostem e sintam-se incentivados para ler o livro por inteiro.&lt;br /&gt;E por quê essa foto? Pois pra mim o filme Matrix ilustra um pouco tudo isso! Afinal, a colher não existe ;-)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs: Esse livro é facilmente encontrado para download na internet pois faz parte do projeto democratização da leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo 8&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminamos o dia em Hammond, Wisconsin, transportando alguns passageiros de segunda-feira. Depois fomos até a cidade a pé para jantar e voltamos.&lt;br /&gt;- Don, concordo que esta vida pode ser interessante ou cacete ou o que quer que desejamos que seja. Mas mesmo em meus momentos mais brilhantes nunca consegui descobrir por que estamos aqui, para começar. Fale-me algo sobre isso.&lt;br /&gt;Passamos pela loja de ferragens (fechada) e pelo cinema (aberto: Butch Cassidy and the Sundance Kid) e, em vez de responder, ele parou e virou na calçada.&lt;br /&gt;- Você tem algum dinheiro, não?&lt;br /&gt;- Muito. Mas o que é que há?&lt;br /&gt;- Vamos ver o filme - disse ele. - Você paga?&lt;br /&gt;- Não sei, Don. Vá você. Vou voltar para os aviões. Não gosto de deixá-los sozinhos por tanto tempo.&lt;br /&gt;O que havia de tão importante, de repente, num filme?&lt;br /&gt;- Os aviões estão bem. Vamos ao cinema.&lt;br /&gt;- Já começou a sessão.&lt;br /&gt;- Então entramos atrasados.&lt;br /&gt;Ele já estava comprando sua entrada. Acompanhei-o à sala de projeção e nos sentamos na última fila. Devia haver umas 50 pessoas em volta de nós, no escuro.&lt;br /&gt;Depois de algum tempo, esqueci-me do motivo pelo qual estávamos ali e me interessei pelo filme, que sempre considerei um clássico, de qualque r forma;aquela era a terceira vez que via Sundance. O tempo que passamos no cinema se espiralou e se espichou, como acontece com um bom filme, e, durante algum tempo, fiquei observando os detalhes técnicos... como cada cena era projetada e adaptada à seguinte, por que uma cena naquele momento e não mais tarde. Tentei olhar desse modo, mas me envolvi na história e esqueci. No pedaço em que Butch e Sundance são cercados por todo o exército boliviano, quase no final, Shimoda tocou no meu ombro. Inclinei-me para ele, olhando o filme, querendo que deixasse para depois o que tinha para dizer.&lt;br /&gt;- Richard?&lt;br /&gt;- Sim.&lt;br /&gt;- Por que você está aqui?&lt;br /&gt;- É um bom filme, Shimoda. Pssiu.&lt;br /&gt;Butch e Sundance, cobertos de sangue, estavam dizendo por que deviam ir para a Austrália.&lt;br /&gt;- Por que é bom? - perguntou ele.&lt;br /&gt;- Ê divertido. Pssiu. Depois eu conto.&lt;br /&gt;- Pare com isso. Acorde. É tudo ilusão.&lt;br /&gt;Fiquei irritado.&lt;br /&gt;- Donald, só mais alguns minutos e depois podemos conversar quanto você quiser. Mas me deixe ver o filme, OK ?&lt;br /&gt;Ele sussurrou intensamente, dramaticamente:&lt;br /&gt;- Richard, por que você está aqui?&lt;br /&gt;- Escute, estou aqui porque você pediu para virmos aqui!&lt;br /&gt;Virei-me e tentei assistir ao final.&lt;br /&gt;- Você não precisava vir, podia ter dito: não, obrigado.&lt;br /&gt;- GOSTO DO FILME...&lt;br /&gt;Um homem na minha frente virou-se para me olhar por um instante.&lt;br /&gt;- Gosto do filme, Don; há alguma coisa de errado nisso?&lt;br /&gt;- Nada, em absoluto - falou ele.&lt;br /&gt;E não disse mais uma palavra até o filme acabar e passarmos pelo lote de tratores usados, nos dirigindo para o escuro, para o campo e os aviões. Estava ameaçando chuva.&lt;br /&gt;Pensei sobre o seu estranho comportamento no cinema.&lt;br /&gt;- Você faz tudo por algum motivo, Don?&lt;br /&gt;- Às vezes.&lt;br /&gt;- Por que o filme? Por que de repente você quis ver Sundance.&lt;br /&gt;- Você fez uma pergunta.&lt;br /&gt;- Sim. E você tem uma resposta?&lt;br /&gt;- É essa a minha resposta. Fomos ao cinema porque você fez uma pergunta.&lt;br /&gt;O filme foi a resposta à sua pergunta.&lt;br /&gt;Estava rindo de mim, eu sabia.&lt;br /&gt;- Qual foi a minha pergunta?&lt;br /&gt;Seguiu-se um silêncio prolongado e magoado.&lt;br /&gt;- A sua pergunta, Richard, foi por que mesmo em seus momentos mais brilhantes você nunca conseguiu descobrir por que estamos aqui.&lt;br /&gt;Lembrei-me.&lt;br /&gt;- E o filme foi a minha resposta.&lt;br /&gt;- Foi?&lt;br /&gt;- Você não compreende - disse ele.&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- O filme foi bom - continuou - mas o melhor filme do mundo ainda assim é uma ilusão, não é mesmo? As fotos nem sequer estão se movendo: apenas parecem estar se movendo. Luzes variáveis que parecem mover-se por uma tela plana montada no escuro?&lt;br /&gt;- Bem, sim.&lt;br /&gt;Eu estava começando a compreender.&lt;br /&gt;- As outras pessoas, quaisquer pessoas, em qualquer lugar, que vão assistir a qualquer filme, por que estão lá, quando é tudo ilusão?&lt;br /&gt;- Bem, é um divertimento - disse eu.&lt;br /&gt;- Divertimento. Certo. Um.&lt;br /&gt;- Pode ser educativo.&lt;br /&gt;- Bom. Sempre é isso. Aprender. Dois.&lt;br /&gt;- Fantasia, fuga.&lt;br /&gt;- Isso também é divertimento. Um.&lt;br /&gt;- Motivos técnicos. Ver como se faz um filme.&lt;br /&gt;- Aprender. Dois.&lt;br /&gt;- Fuga do tédio...&lt;br /&gt;- Fuga. Você já disse isso.&lt;br /&gt;- Social. Para estar com os amigos - disse eu.&lt;br /&gt;- Motivo para ir, mas não para ver o filme. Isso é divertimento, de qualquer forma. Um.&lt;br /&gt;Tudo o que eu inventava se adaptava aos dois dedos dele; as pessoas vêem os filmes por divertimento, para aprender ou ambos.&lt;br /&gt;- E um filme é como uma vida, Don, certo?&lt;br /&gt;- Sim.&lt;br /&gt;- Então, por que alguém vai escolher uma vida má, um filme de terror?&lt;br /&gt;- Não somente vão assistir a um filme de terror para se divertirem, como sabiam que ia ser um filme de terror quando entraram - disse ele.&lt;br /&gt;- Mas por que...?&lt;br /&gt;- Você gosta de filmes de terror?&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- Nunca os vê?&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- Mas não há gente que gasta muito tempo e dinheiro para ver o terror, ou problemas novelescos que para outras pessoas são monótonos e cacetes...?&lt;br /&gt;Ele deixou que eu respondesse à pergunta.&lt;br /&gt;- Sim.&lt;br /&gt;- Você não é obrigado a ver os filmes deles e eles não são obrigados a ver os seus. É o que se chama de “liberdade”.&lt;br /&gt;- Mas por que é que alguém havia de querer ficar apavorado? Ou caceteado?&lt;br /&gt;- Porque acham que o merecem por apavorar outras pessoas, ou gostam da emoção do pavor, ou então acham que os filmes devem ser cacetes. Você pode acreditar que muitas pessoas, por motivos justos para elas, gostam de crer que são desamparadas em seus próprios filmes? Não, não pode.&lt;br /&gt;- Não posso, não - disse eu.&lt;br /&gt;- Até você compreender isso, vai ficar imaginando por que algumas pessoas são infelizes. Elas são infelizes porque resolveram ser infelizes, e, Richard, isso está certo!&lt;br /&gt;- Hummm.&lt;br /&gt;- Somos criaturas que brincam, que se divertem, somos as lontras do Universo. Não podemos morrer, não nos podemos ferir mais do que se podem ferir as ilusões na tela. Mas podemos acreditar que estamos feridos, com todos os detalhes agonizantes que quisermos. Podemos acreditar que somos vítimas, mortas e matando, envolvidas pela boa e pela má sorte.&lt;br /&gt;- Muitas vidas? - perguntei.&lt;br /&gt;- Quantos filmes você já viu?&lt;br /&gt;- Ah.&lt;br /&gt;- Filmes sobre viver neste planeta, ou em outros planetas; qualquer coisa que tiver espaço e tempo é filme e ilusão - disse ele. - Mas por algum tempo podemos aprender muita coisa e nos divertir muito com nossas ilusões, não é?&lt;br /&gt;- Até onde você leva esse negócio de filme, Don?&lt;br /&gt;- Até onde você quer? Hoje viu o filme em parte porque eu o queria ver.&lt;br /&gt;Muitos escolhem determinadas vidas porque gostam de fazer coisas juntos. Os&lt;br /&gt;atores do filme de hoje já representaram juntos em outros filmes... antes ou depois, depende de qual filme você viu primeiro, e você os pode ver ao mesmo&lt;br /&gt;tempo em telas diferentes. Nós compramos entradas para esses filmes, pagando a admissão, concordando em acreditar naquelas realidades do espaço e do tempo... Nenhuma das duas é a verdade, mas quem não quiser pagar esse preço não pode aparecer neste planeta, nem em qualquer sistema de espaço-tempo.&lt;br /&gt;- Existem pessoas que não têm vidas no espaço-tempo?&lt;br /&gt;- Existem pessoas que nunca vão ao cinema?&lt;br /&gt;- Sei. Aprendem de modos diferentes?&lt;br /&gt;- Certo - disse ele, satisfeito comigo. - O espaço-tempo é uma escola&lt;br /&gt;bastante primitiva. Mas muita gente fica com a ilusão, mesmo que seja cacete, e não quer que as luzes se acendam muito cedo.&lt;br /&gt;- Quem escreve esses filmes, Don?&lt;br /&gt;- Não é estranho ver o quanto sabemos, se nos fizermos as perguntas, em vez de perguntar aos outros? Quem escreve esses filmes, Richard?&lt;br /&gt;- Somos nós - disse eu.&lt;br /&gt;- Quem os representa?&lt;br /&gt;- Nós.&lt;br /&gt;- Quem é o cinegrafista, o projetor, o gerente do teatro, o bilheteiro, o distribuidor, e quem assiste ao trabalho de todos? Quem tem a liberdade de sair no meio, a qualquer momento, mudar o enredo, quem é livre para ver o mesmo filme várias vezes?&lt;br /&gt;- Deixe-me adivinhar - disse eu. - Quem o quiser?&lt;br /&gt;- Isso basta como liberdade para você? - perguntou ele.&lt;br /&gt;- E é por isso que os filmes são tão populares? Instintivamente sabemos que são um paralelo de nossas próprias vidas?&lt;br /&gt;- Talvez sim... talvez não. Isto não importa muito, certo? O que é o projetor?&lt;br /&gt;- A mente - disse eu. - Não. A imaginação. É a nossa imaginação, diga você o que quiser.&lt;br /&gt;- O que é o filme? - perguntou.&lt;br /&gt;- Aí você me enrascou.- Tudo o que permitimos que entre em nossa imaginação?&lt;br /&gt;- Talvez, Don.&lt;br /&gt;- Você pode segurar nas mãos um rolo de filme - disse ele - que esteja completo; princípio, meio e fim estão todos ali, naquele mesmo segundo, milionésimo de segundo. O filme existe além do tempo que ele registra, e se você souber qual é o filme, sabe de antemão o que vai acontecer, em linhas gerais: haverá batalhas e agitação, vencedores e perdedores, romance e desastre; você sabe que tudo isso estará ali. Mas a fim de ser envolvido e empolgado por aquilo, a fim de apreciá-lo ao máximo, você tem de colocá-lo num projetor e deixar que passe pela lente de minuto em minuto... Qualquer ilusão exige espaço e tempo para ser experimentada. Portanto, você paga o seu níquel, compra a entrada, se instala, se esquece do que está se passando fora do teatro e o filme começa para você.&lt;br /&gt;- E ninguém se machuca de verdade? O sangue é só molho de tomate?&lt;br /&gt;- Não. É sangue mesmo - respondeu. - Mas bem que poderia ser molho de tomate, pelo efeito que tem em nossa vida real...&lt;br /&gt;- E a realidade?&lt;br /&gt;- A realidade é divinamente indiferente, Richard. Uma mãe não se importa com o papel que o filho representa em suas brincadeiras; um dia o vilão, no outro, o mocinho. O Ser nada sabe a respeito de nossas ilusões e brincadeiras. Só conhece a Si, e a nós, à sua semelhança, perfeitos e acabados.&lt;br /&gt;- Não sei bem se quero ser perfeito e acabado. Fale sobre o tédio...&lt;br /&gt;- Olhe para o céu - disse ele. Foi uma mudança de assunto tão rápida que olhei para o céu. Havia uns cirros fragmentados, bem no alto, os primeiros raios de Lua prateando as bordas.&lt;br /&gt;- Céu bonito - disse eu.&lt;br /&gt;- É um céu perfeito?&lt;br /&gt;- Bem, é sempre um céu perfeito, Don.&lt;br /&gt;- Você quer dizer que, embora mude a todo instante, o céu é sempre um céu perfeito?&lt;br /&gt;- Puxa, como sou esperto. Sim!&lt;br /&gt;- E o mar é sempre um mar perfeito, e está sempre mudando, também - disse ele. - Se a perfeição for a estagnação, então o céu é um pântano! E o Ser não é propriamente um fruto do pântano.&lt;br /&gt;- Perfeito, e mudando o tempo todo. Sim, aceito isso.&lt;br /&gt;- Você já aceitou há muito tempo, se insiste no tempo.&lt;br /&gt;Virei-me para ele, enquanto caminhávamos.&lt;br /&gt;- Você não se chateia, Don, de ficar sempre apenas nesta dimensão?&lt;br /&gt;- Ah. Estou ficando apenas nesta dimensão? - perguntou. - E você?&lt;br /&gt;- Por que é que tudo o que digo é errado?&lt;br /&gt;- Tudo o que você diz é errado?&lt;br /&gt;- Acho que estou no negócio errado.&lt;br /&gt;- Você acha que talvez o negócio imobiliário...? - perguntou ele.&lt;br /&gt;- Imobiliário ou seguros.&lt;br /&gt;- Há futuro no imobiliário, se é isso que você quer.&lt;br /&gt;- OK. Desculpe - disse eu. - Não quero um futuro. Nem um passado. Prefiro me tornar um bom Mestre do Mundo da Ilusão. Está parecendo que será dentro de mais uma semana?&lt;br /&gt;- Bem, Richard, espero que não demore tanto assim!&lt;br /&gt;Olhei-o com cuidado, mas ele não estava sorrindo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2509779885186479460-4018692112546599606?l=jornadapsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornadapsicologica.blogspot.com/feeds/4018692112546599606/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2509779885186479460&amp;postID=4018692112546599606&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2509779885186479460/posts/default/4018692112546599606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2509779885186479460/posts/default/4018692112546599606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornadapsicologica.blogspot.com/2010/08/esta-na-hora-de-sairmos-da-matrix.html' title='Está na hora de sairmos da Matrix!'/><author><name>Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15932854584916147590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_DVaakBrG5R8/SY3HIya0bpI/AAAAAAAAAA0/1zhslCIzuHU/S220/PIC00035.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_DVaakBrG5R8/TFnNzpKiP8I/AAAAAAAAADw/yJko17JJITA/s72-c/matrix20.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2509779885186479460.post-2923985392039043973</id><published>2010-07-24T11:42:00.004-03:00</published><updated>2010-07-24T12:25:30.091-03:00</updated><title type='text'>A vida é o que você faz dela</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_DVaakBrG5R8/TEr8c9PcCgI/AAAAAAAAADo/ZlHMj7Yj1Xk/s1600/linha-de-passe.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 475px; DISPLAY: block; HEIGHT: 310px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5497483869564963330" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_DVaakBrG5R8/TEr8c9PcCgI/AAAAAAAAADo/ZlHMj7Yj1Xk/s400/linha-de-passe.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Assisti recentemente ao filme Linha de Passe e mais uma vez vejo a sistêmica atuando. O filme conta a história de Cleusa uma mãe de 4 filhos que são supostamente de pais diferentes. Nenhum dos pais dos meninos é conhecido. Contudo a única certeza que podemos ter é que Reginaldo, o filho mais novo e o único de origem negra, tem um pai diferente dos outros 3 irmãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada um dos filhos tenta suprir, a sua maneira, a ausência paterna. Reginaldo, o mais desafiador, segue pela cidade entrando nos ônibus dirigidos por motoristas negros. Com isso espera ser reconhecido por um suposto pai que teria aquela função. Talvez o desejo e o fascínio de Reginaldo por dirigir ônibus o tenha levado a essa busca. Ou quem sabe a busca criou seu desejo em dirigir? O fato é que ao realizar seu desejo ele acaba se satisfazendo e se reconhecendo com uma figura paterna: o motorista negro do ônibus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dario sonha em ser jogador de futebol. Como vários meninos de classe mais baixa que almejam ter um futuro melhor realizando um sonho de jogar profissionalmente em um grande time. Dario encontra uma figura paterna em seu treinador, que o incentiva mesmo com a idade avançada do garoto: “Garrincha foi descoberto com 19 anos” diz o técnico ao menino que expressa toda sua frustração ao completar 18 anos e ver o sonho de ser um jogador de futebol ficar mais longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dênis é um motoboy. Enfrenta a loucura do trânsito em meio a uma correria sem fim. Ele acaba por reproduzir sua história, tendo um filho como uma garota que também não deseja que o pai de seu filho esteja presente. Ele busca suprir seu desamparo no trabalho, e acredita que o dinheiro é a única maneira possível de ele ser reconhecido. No fim ele mostra que apenas não deseja ser invisível, quer ser visto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dinho é o devoto. Encontra na religião a solução. Para ele Deus é o pai protetor que o livra do desamparo, exemplo típico do que Freud explicou no seu texto O Futuro de uma ilusão. Contudo ele reprime seus desejos sexuais e se decepciona com o pastor que almeja lucros. Sabemos que a sombra escondida em algum momento desejará aparecer, e com Dinho não seria diferente. Mas ao final ele reafirma seu compromisso com Deus sentindo-se talvez perdoado por seus pecados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A metáfora da família é uma pia que não desentope. As frustrações, angústia e desamparo barram a água de fluir. A mãe não fala dos pais dos garotos e briga com quem pergunta. Ela se diz mãe e pai dos meninos. E ela grávida, fica desejosa de ser enfim uma menina, para que ela não tenha mais figuras masculinas que a lembrem dos maridos esquecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de todas as dificuldades a esperança persiste. Esperança de fazer aquele gol tão importante, de ser visto, de ser salvo, de dirigir um ônibus e de ter uma menina. Os irmãos mesmo sendo de pais diferentes unem-se nas dificuldades e ajudando uns aos outros. Afinal, para que uma Linha de Passe funcione bem no futebol, todos devem estar prontos em sintonia para receber e tocar a bola no momento certo, para que juntos armem uma boa jogada, façam um gol, e comemorem uma vitória ao final. E é isso que essa família deseja.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2509779885186479460-2923985392039043973?l=jornadapsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornadapsicologica.blogspot.com/feeds/2923985392039043973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2509779885186479460&amp;postID=2923985392039043973&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2509779885186479460/posts/default/2923985392039043973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2509779885186479460/posts/default/2923985392039043973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornadapsicologica.blogspot.com/2010/07/vida-e-o-que-voce-faz-dela.html' title='A vida é o que você faz dela'/><author><name>Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15932854584916147590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_DVaakBrG5R8/SY3HIya0bpI/AAAAAAAAAA0/1zhslCIzuHU/S220/PIC00035.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_DVaakBrG5R8/TEr8c9PcCgI/AAAAAAAAADo/ZlHMj7Yj1Xk/s72-c/linha-de-passe.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2509779885186479460.post-8609537276585923549</id><published>2010-05-03T20:18:00.004-03:00</published><updated>2010-05-04T09:59:05.944-03:00</updated><title type='text'>Já conversou com seu Sintoma hoje?</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_DVaakBrG5R8/S99bNgyPIiI/AAAAAAAAADg/7_-F788_654/s1600/homem-17.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 497px; DISPLAY: block; HEIGHT: 349px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5467188760348140066" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_DVaakBrG5R8/S99bNgyPIiI/AAAAAAAAADg/7_-F788_654/s400/homem-17.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="Section1"&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;Hoje me lembrei de um ótimo livro. A Jóia na Ferida de Rose Emily Rothemberg. Já faz um tempo que o li, mas ultimamente a necessidade de se compreender os sintomas estão mais presentes então me lembrei desse livro. &lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;Na capa do livro há uma frase de impacto “O corpo expressa as necessidades da psique e oferece um caminho para a transformação”. Uau!! Isso revela o conteúdo do livro. A autora conta sua jornada (dolorosa) em busca de um sentido para suas quelóides que aparecem desde criança. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;Imaginem carregar um sintoma por toda a vida? Parece ruim, mas essa autora junguiana mostra que isso pode ser uma grande vantagem se entendemos o significado dele. Mas é importante perceber a diferença entre ter um sintoma e permanecer na dor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;Os sintomas não aparecem por acaso. Alguns mais céticos podem dizer: “Saia em uma noite fria sem agasalho que você irá gripar e não tem nada de ‘psicológico’ nisso”. Mas se fosse assim, simples assim, nos países da Europa que as pessoas vivem em meio a um frio abaixo de zero, todos viveriam gripados, pois não há roupa que sustente um frio tão intenso. E no entanto por que somente alguns gripam? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;Outra reflexão são sobre os novos sintomas, aqueles ditos da sociedade contemporânea. Como por exemplo, a anorexia e síndrome do pânico. Se a mídia impõe padrões de beleza que induzem garotas a desejarem um corpo ideal, então por que todas as modelos e jovens não possuem anorexia ou bulimia? Há algo de singular e isso é inegável. E esse particular precisa ser ouvido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;O problema é que sempre queremos a solução mais fácil e rápida. Tem uma dor de cabeça, toma logo uma neosaldina. Está com dor no corpo, engole um dorflex e está resolvido. Intestino preso, tome algo pra soltar, intestino solto, tome algo pra prender... e assim as indústrias farmacêuticas agradecem, pois elas lucram com nosso sofrimento... aliás, esse sofrimento continua, é a dor que acaba... e mesmo assim, provisoriamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;Resolvemos a dor de cabeça hoje, e amanhã ela está de volta. Então nos tornamos escravos do remédio, pois queremos alívio. Se todos soubessem como economizariam (em todos os sentidos) se procurassem a CAUSA de seus sintomas. Uma análise ou psicoterapia para alguns custa caro, mas isso porque não colocam no papel o quanto gastam com medicamentos ao longo da vida, sendo que na maioria das vezes, eles são desnecessários. Claro que não digo com isso, “parem de tomar remédios e vão aos psicólogos”. Alivie sua dor, mas procure entendê-la para que ela não volte mais tarde ou desloque para outra coisa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;o:p&gt;N&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;ão há porque ficar sofrendo horrores com uma dor de cabeça que não passa tentando entendê-la. Pode tomar um remédio sim, mas pergunte a essa dor de cabeça o que ela quer dizer pra você. Nosso corpo nos alerta todo o tempo. Sempre nos diz quando algo está errado. E quando vamos correndo tomar um remédio sem nem buscar ouvir o que o corpo tem a dizer, um dia ele pode se calar de vez. Precisamos aprender a nos escutar melhor. Para isso uma psicoterapia ajuda, mas isso não é porque o psicólogo irá saber mais de você do que você mesmo. Ela ajuda pois falando com outra pessoa (um profissional preparado é claro), você acaba se ouvindo melhor também. O psicólogo (ou analista) acaba sendo um espelho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;Há um porém nessa história. Às vezes gostamos de nossa dor. Apegamos-nos a ela e não queremos soltá-la mais. Aceitamos os rótulos que são impostos a nós (como já escrevi aqui anteriormente). Você NÃO É alguma doença, apenas está com ela. Achamos que se não tivermos essa dor (ou uma doença) não seremos mais vitimas, as pessoas não vão mais olhar para nós, ninguém irá nos valorizar. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;Pois o valor maior quem nos dá, somos nós. Não podemos esperar isso de ninguém. E nosso maior aliado é nosso corpo. Ele fala por nós. O que não ouvimos do nosso inconsciente, ele expressa por meio de um sintoma. Para isso é preciso um desejo. Desejo real de mudança. E isso não é fácil, pois nem sempre estamos dispostos a largar velhos hábitos, posturas e atitudes. É preciso TRABALHAR nisso! O corpo pede trabalho!*&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;* Obs: Não entendam essa frase literalmente. Não quero dizer com isso que devemos dedicar exclusivamente ao trabalho (enquanto profissão). Digo trabalho em relação a produzir algo útil, no caso um melhor entendimento para o sintoma. Cuidado: ser Workaholic também é um sintoma!!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2509779885186479460-8609537276585923549?l=jornadapsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornadapsicologica.blogspot.com/feeds/8609537276585923549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2509779885186479460&amp;postID=8609537276585923549&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2509779885186479460/posts/default/8609537276585923549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2509779885186479460/posts/default/8609537276585923549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornadapsicologica.blogspot.com/2010/05/ja-conversou-com-seu-sintoma-hoje.html' title='Já conversou com seu Sintoma hoje?'/><author><name>Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15932854584916147590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_DVaakBrG5R8/SY3HIya0bpI/AAAAAAAAAA0/1zhslCIzuHU/S220/PIC00035.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_DVaakBrG5R8/S99bNgyPIiI/AAAAAAAAADg/7_-F788_654/s72-c/homem-17.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2509779885186479460.post-4134773331243893920</id><published>2010-05-03T11:41:00.003-03:00</published><updated>2010-05-03T11:51:00.309-03:00</updated><title type='text'>Loucura ou Realidade?</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_DVaakBrG5R8/S97iIdKC8MI/AAAAAAAAADQ/43RbvuT6sWA/s1600/ilha-do-medo.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 457px; DISPLAY: block; HEIGHT: 260px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5467055632567955650" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_DVaakBrG5R8/S97iIdKC8MI/AAAAAAAAADQ/43RbvuT6sWA/s400/ilha-do-medo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="Section1"&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;Obs: Sugiro que aqueles que ainda não tenham assistido ao filme não leiam esse texto, pois irei comentar sobre cenas finais e certamente irá estragar a surpresa do filme.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;O filme Ilha do medo (Shutter Island) teve sua estréia no Brasil em meio a críticas controversas. Talvez por ser um filme do aclamado diretor Martin Scorsese, espera-se sempre um espetáculo no cinema.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;Desculpem-me os críticos de cinema e os mais entendidos sobre filmografia de Scorsese, mas estou aqui para comentar a história do filme, e ela foi simplesmente sensacional.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;O filme se fez nos detalhes. Em tempos que preconceitos são quebrados (não tanto quanto deveriam) o enredo nos mostra uma visão interessante da saúde mental, principalmente no papel de Ben Kingsley. Ele faz um psiquiatra que luta pela qualidade de vida dos doentes mentais. Ele tenta entender o que há por traz daquele que, por muitos, é visto como monstro, fazendo o possível para humanizá-los. As falas de Kingsley no filme são sensacionais e refletem um olhar de acolhimento, entendimento e sabedoria sobre alguns seres humanos que são discriminados pelo fato de terem cometido algum crime.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;Claro que aquele que comete um crime deve pagar seu débito para com a sociedade. E para o doente mental não é diferente. Contudo um crime cometido por um psicótico deve levar em conta todo um contexto. Um psicótico em surto que mata sua mãe pois acredita que ela é um leão que irá devorá-lo, não é o mesmo que um homem em “sã consciência” que mata alguém em um assalto. A realidade do primeiro é diferente e isso precisa ser considerado. **&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;Há um pequeno alerta no filme (que pode passar despercebido) para algo comum em nosso cotidiano. Algumas pessoas dão indícios de que estão passando por sofrimentos psíquicos, mas os familiares, por medo ou preconceito preferem não enxergar os fatos e quando caem em si, algo mais desastroso já pode ter ocorrido. Isso ocorre com o Teddy Daniels (Leonardo DiCaprio) que apenas percebeu a doença da esposa quando esta chegou as ultimas conseqüências. Ele mesmo então não suporta a realidade que lhe e apresentada e cria uma outra paralela que tenta sustentar durante todo o filme. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;Claro que é possível fazer algumas críticas, mas que na verdade revelam um pouco de como a sociedade encara os doentes mentais. A idéia de todos os criminosos estarem isolados numa ilha reflete o que essa sociedade deseja fazer com esses criminosos: não compreender, mas afastar, mandar pra longe, como se não existissem... O próprio nome do filme (traduzido para português como “A Ilha do medo”) reflete o que as pessoas sentem em relação aos ditos loucos... sentem medo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;O filme mostra também como os doentes mentais eram tratados antigamente. Métodos desumanos são colocados em questão e também nos leva a refletir a que ponto chegamos no passado. Que bom que houve ao menos alguma evolução. Com o movimento da reforma psiquiátrica e com as lutas antimanicomiais (guardada às devidas proporções), os doentes mentais passam a ser vistos com outra perspectiva, uma visão mais humana e que considera a importância de ajudar que esses sujeitos estabeleçam laços sociais, e não mais sejam isolados de tudo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;Por fim, ao ser confrontado com a realidade (que não é a dele) Teddy reconhece seu crime. Contudo a tentativa do psiquiatra em lhe revelar o real, acaba por ser um fracasso. E enfim, em “sã consciência” diz que é preferível morrer como um homem bom a viver como um monstro... Em sua realidade ele era um bom homem em busca do assassino de sua esposa, e assim não suportaria viver fora dessa realidade. Será então que essa realidade deveria mesmo ter sido mostrada a ele!? Fica essa interrogação para que possamos refletir sobre o lugar desse sujeito em nossa sociedade, e qual é o papel dos psicólogos nesse contexto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;**Em tempo...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;Em Belo Horizonte temos o Programa de Atenção Integral ao Paciente Judiciário Portador de Sofrimento Mental (PAI-PJ), um programa do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, realiza acompanhamento do portador de sofrimento mental que cometeu algum crime. Nesse programa os psicólogos (e estagiários) possuem papel fundamental na escuta e acompanhamento dessas pessoas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2509779885186479460-4134773331243893920?l=jornadapsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornadapsicologica.blogspot.com/feeds/4134773331243893920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2509779885186479460&amp;postID=4134773331243893920&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2509779885186479460/posts/default/4134773331243893920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2509779885186479460/posts/default/4134773331243893920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornadapsicologica.blogspot.com/2010/05/loucura-ou-realidade.html' title='Loucura ou Realidade?'/><author><name>Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15932854584916147590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_DVaakBrG5R8/SY3HIya0bpI/AAAAAAAAAA0/1zhslCIzuHU/S220/PIC00035.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_DVaakBrG5R8/S97iIdKC8MI/AAAAAAAAADQ/43RbvuT6sWA/s72-c/ilha-do-medo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2509779885186479460.post-7674161604458191804</id><published>2009-12-20T11:39:00.010-02:00</published><updated>2009-12-20T12:11:55.742-02:00</updated><title type='text'>Um olhar sobre a saúde mental</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_DVaakBrG5R8/Sy4pcbwbKCI/AAAAAAAAAC4/OcDT94JudMU/s1600-h/o-solista_1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 294px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5417312970237224994" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_DVaakBrG5R8/Sy4pcbwbKCI/AAAAAAAAAC4/OcDT94JudMU/s400/o-solista_1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span &gt;Enfim O Solista (The Soloist) chegou aos cinemas de Belo Horizonte em 11/12/09. Vi o trailler desse filme em agosto ou setembro e fiquei ansiosa para assisti-lo por tratar-se da história real de um músico de talento, Nathaniel Ayers, que tornou-se um sem teto. Em dado momento Nathaniel revela uma esquizofrenia e não consegue mais "viver no mundo real".O filme é belo. Para quem gosta de boa música e para quem aprecia o "mundo dos loucos". Esse ano eu aprendi muito a apreciá-lo e respeitá-lo. Por isso gostei do filme. As críticas não tem sido boas, tanto que o filme custou a chegar em Belo Horizonte, e na segunda semana já está se despedindo.... Talvez possa ser meio clichê.. previsível talvez... mas a forma como a saúde mental foi abordada foi muito bacana. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span &gt;O jornalista Steve Lopez que se torna "amigo" de Nathaniel (talvez mais interessado do que amigo no início) tenta curá-lo. Ele deseja que o músico seja novamente escutado, que todos ouçam seu talento musical... Mas ele não pergunta a Nathaniel qual o seu desejo... Este apenas quer tocar seus instrumentos para viajar em sua bela música, que de certa maneira o traz de volta ao "nosso mundo"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato que seu mundo é real para ele. Ele não quer sucesso e reconhecimento pois "as vozes" não o deixam em paz. Então porque não ficar em um túnel onde a acústica para escutar sua música é muito melhor? O filme nos traz a realidade que nos apresenta hoje.. as pessoas querem tratar os loucos e trazê-las para realidade.. mas não querem estar ao lado delas, entender o próprio mundo na qual elas vivem, simplesmente ouvi-las. O trabalho que fiz no Cersam esse ano me deu essa nova perspectiva. Claro que a medicação é importante, até para protegê-los de cometer algum ato que os prejudique ou aos outros... mas não é só isso.... A medicação muitas vezes apenas abranda os sintomas, mas aquela nova realidade criada continua e é ela que precisamos entender...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pude entender melhor da luta antimanicomial. Não é simplesmente um discurso para "libertar os loucos e deixar eles livres pela cidade..." como alguns leigos pensam... É humanizar o sistema. Essas pessoas vivem em mundos diferentes aos nossos e por isso eles nos assustam.. Eles saem do padrão! Se enclausurados em hospitais psiquiátricos vão se afundar em caminhos sem volta, pois perdem os laços sociais. Por isso a idéia dos Cersams ou Caps é tão importante! Eles vão até lá fazem atividades, participam de oficinas, podem conversar uns com os outros, estabelecer laços, tudo isso se quiserem é claro, e voltam para casa no final do dia. Eles têm a escolha. Podem ir e vir. Não são afastados do convívio social, e mesmo se criam uma realidade a parte, eventualmente se deparam com a nossa e aceitam isso também....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois então, antes de rotular ou julgar alguém de Louco, ou pior, dizer: Coitadinho é doido... Pensem em quanto lutamos para ficar normais, dentro do padrão e isso as vezes nos deixa doentes... Não são coitados, são pessoas que também fazem escolhas, apenas são diferentes, como todos somos uns dos outros... Talvez devêssemos aprender a respeitar mais as diferenças, afinal quem são os loucos? Talvez haja um limiar no qual todos nós estamos sujeitos a loucura, só não sabemos qual é....&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2509779885186479460-7674161604458191804?l=jornadapsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornadapsicologica.blogspot.com/feeds/7674161604458191804/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2509779885186479460&amp;postID=7674161604458191804&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2509779885186479460/posts/default/7674161604458191804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2509779885186479460/posts/default/7674161604458191804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornadapsicologica.blogspot.com/2009/12/um-olhar-sobre-saude-mental.html' title='Um olhar sobre a saúde mental'/><author><name>Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15932854584916147590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_DVaakBrG5R8/SY3HIya0bpI/AAAAAAAAAA0/1zhslCIzuHU/S220/PIC00035.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_DVaakBrG5R8/Sy4pcbwbKCI/AAAAAAAAAC4/OcDT94JudMU/s72-c/o-solista_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2509779885186479460.post-4456862966250922210</id><published>2009-05-25T09:34:00.007-03:00</published><updated>2009-08-18T09:20:14.129-03:00</updated><title type='text'>Cuidado com os rótulos</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_DVaakBrG5R8/ShqQgrWKMaI/AAAAAAAAACw/Eb8eaO-nr40/s1600-h/raum.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339739199267025314" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 272px; CURSOR: hand; HEIGHT: 207px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_DVaakBrG5R8/ShqQgrWKMaI/AAAAAAAAACw/Eb8eaO-nr40/s400/raum.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Alguém já assistiu o filme Meu filho meu mundo (Son-Rise: A Miracle of Love)? Esse é um filme que todos deveriam ver. Conta a história de um garotinho que é diagnosticado com autismo severo, e a luta de seus pais para livrarem ele desse rótulo. Os pais simplesmente não aceitam rotular seu filho e partem para ação. Quem disse que não há cura? Alguém já tentou algo diferente? Eles então com todo o seu amor e aceitação criam um programa para o filho. Esse programa se tornou o programa Son-Rise que funciona em vários países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais bacana é aceitação incondicional dos pais pelo seu pequeno Raun. O que eles fizeram foi apenas estar com o filho e aceitá-lo da forma como ele era. Amando-o e respeitando-o, deixando que ele ficasse em seu mundo, até o momento em que quisesse vir ao mundo deles.&lt;br /&gt;Os pais já tinham passado por intensas modificações antes de Raun. Eles decidiriam que viveriam com amor, e simplesmente isso. Isso foi o sufiente para amar o filho de maneira que ele ressurgisse de algo que ninguém acreditava que havia cura. Eles aplicaram os princípios da Teoria Humanista sem saber...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o problema dos rótulos. Você diz a uma pessoa que ela é aquilo e desiste dela. Muitas vezes a própria pessoa desiste dela mesma. Os pais ao lidarem com os filhos acabam colocando alguns rótulos que os filhos assumem e levam para a vida: "Esse menino é muito levado..." ou, "Esse não tem jeito, não consegue aprender nada...". Os filhos que muitas vezes estão tentando uma maneira de comunicar com os pais, acabam assumindo esses rótulos que lhe são colocados e agindo como os outros querem (ou esperam) que eles ajam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não aceitem os rótulos que lhes são impostos. Não há um diagnóstico no mundo que faça com que deixemos de ser o ser humano maravilhoso que somos. Com todo nosso potencial para crescer e vencer. Por isso gosto tanto de Rogers e sua teoria brilhante. É tão simples, basta amar o outro como ele é, sem querer que ele seja como nós queremos... ao mesmo tempo, sabemos que não é tarefa fácil....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos receber alguns rótulos ao longo da vida, mas cabe a nós aceitá-los ou não. Nenhum rótulo diz de quem somos. A escolha é nossa. Devemos lembrar que não SOMOS alguma coisa, apenas ESTAMOS dessa ou daquela maneira. O tempo passa e mudamos a todo instante. Não somos hoje quem éramos amanhã... Estamos em movimento como o universo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, vamos deixar nossa crueldade de lado e parar de rotular as pessoas. Fulano é muito isso, ou aquele outro é muito aquilo. Somos todos seres humanos em busca de viver o nosso melhor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma dica de leitura: O livro Dibs em busca de si mesmo. Ele também mostra como um rótulo pode prejudicar uma criança, e como que por trás de um rótulo há sempre um ser maravilhoso esperando uma oportunidade de desabrochar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para saberem mais sobre o programa Son-Rise visistem o site abaixo. Nele você encontra videos de depoimentos de Raun e de seus pais... é realmente inspirador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.inspiradospeloautismo.com.br/Apoio/videos/AutismoVideo/AutismoVideo.html"&gt;http://www.inspiradospeloautismo.com.br/Apoio/videos/AutismoVideo/AutismoVideo.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2509779885186479460-4456862966250922210?l=jornadapsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornadapsicologica.blogspot.com/feeds/4456862966250922210/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2509779885186479460&amp;postID=4456862966250922210&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2509779885186479460/posts/default/4456862966250922210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2509779885186479460/posts/default/4456862966250922210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornadapsicologica.blogspot.com/2009/05/cuidado-com-os-rotulos.html' title='Cuidado com os rótulos'/><author><name>Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15932854584916147590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_DVaakBrG5R8/SY3HIya0bpI/AAAAAAAAAA0/1zhslCIzuHU/S220/PIC00035.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_DVaakBrG5R8/ShqQgrWKMaI/AAAAAAAAACw/Eb8eaO-nr40/s72-c/raum.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2509779885186479460.post-3544653497940340188</id><published>2009-04-05T20:33:00.004-03:00</published><updated>2009-08-18T09:16:39.392-03:00</updated><title type='text'>Incentivando a Liberdade</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_DVaakBrG5R8/SdlATz2egmI/AAAAAAAAACc/bsYwM_cHlrc/s1600-h/escritores+da+liberdade.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5321355143795343970" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 267px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_DVaakBrG5R8/SdlATz2egmI/AAAAAAAAACc/bsYwM_cHlrc/s400/escritores+da+liberdade.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;A princípio pensei em comentar sobre o filme Entre os Muros da Escola (Entre les Murs) que foi o vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes de 2008. O filme retrata a realidade do sistema educacional na França. É um filme denso e que muito incomoda a quem assiste. Bom filme, mas prefiro falar de outro... O filme Escritores da Liberdade (Freedom Writers) que também é baseado em fatos reais. Não ganhou nada, e nem é Francês, mas transmite uma mensagem humanista e nos mostra como é possível transformar a vida de pessoas que já não acreditavam mais nelas mesmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme conta a história de uma professora novata que luta contra um sistema de pré-conceitos e valoriza alunos de diferentes etnias. Ela promove a integração dos diversos grupos e incentiva a leitura e expressão de sentimentos de seus alunos. As mudanças de comportamento realizadas pela professora Erin Gruwell em sua turma, demonstram como o comportamento assertivo é capaz de realizar transformações para melhoria de vida do individuo. O comportamento assertivo disponibiliza um novo repertório de comportamentos que irão possibilitar ao indivíduo modificar o seu comportamento e o ambiente em que vive. Os alunos de Erin Gruwell estavam acostumados a lidar com a realidade através do uso da violência, mas aprenderam que é possível lidar com ela através do conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de refletir alguns aspectos do filme, à luz da Análise Comportamental dos sentimentos. No início do filme, os alunos se apresentam de forma hostil uns com os outros e também com a nova professora Erin Gruwel. De acordo com Guilhardi (2002), “para entender as ações das pessoas e os sentimentos que acompanham tais ações, é necessário voltar um pouco atrás e localizar os eventos antecedentes que produziram simultaneamente os comportamentos e os sentimentos.” (*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso, podemos associar os comportamentos hostis que uns alunos manifestam em relação aos outros, com as contingências coercitivas que são presentes na vida de cada um deles. Até aquele momento, não havia alguém em suas vidas, que promovessem os sentimentos de auto-estima, responsabilidade e auto-observação, utilizando reforçamento positivo. O que percebemos, é que até aquele momento, a história dos alunos era construída, por punição e coerção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a entrada da professora Erin Gruwel na classe, o sentimento dos alunos começam a se modificar, a partir da mudança de seus comportamentos. A professora começa uma valorização intensa do potencial de cada um, reforçando positivamente, seja por meio de elogios ou incentivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A professora percebe que devido aos grandes problemas enfrentados por cada aluno em suas vidas pessoais, ela inova seu método de ensino para incentivá-los a estarem ali. Ela entrega aos alunos cadernos, para que eles possam escrever sobre os aspectos e conflitos de suas vidas. Isso promove nos adolescentes, o sentimento de auto-observação, já que eles passam a escrever suas histórias, e entender melhor sobre suas próprias vidas e sentimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guilhardi (2002, p.96), escreve sobre a importância do papel desse sentimento:&lt;br /&gt;“É fundamental que a pessoa aprenda a observar seus comportamentos e o contexto em que eles ocorrem: os antecedentes e as conseqüências que eles produzem. Só desta maneira a pessoa pode se tornar um agente ativo de sua própria vida, utilizando o potencial de poder se comportar como instrumento de ação para a transformação do ambiente. Os comportamentos de observar precisam ser aprendidos e essa tarefa cabe à comunidade verbal em que o indivíduo se desenvolveu e está inserido.” (*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Erin, também auxiliar o comportamento de auto-observação em seus alunos, ao determinar que eles leiam o livro “Diário de Anne Frank”. Com isso, ela tenta promover que os alunos se respeitam uns aos outros, praticando a tolerância, para que guerras e conflitos possam ser evitados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outros momentos, a professora ajuda que os sentimentos de Auto-Estima se desenvolvam em seus alunos, com reforço positivo a determinados comportamentos. Quando Erin propõe que os diários dos adolescentes, sejam transformados em livros, ela está apoiando, incentivando, reforçando o comportamento deles de escrever, e principalmente, valorizando o que eles escreveram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até aquele momento, os adolescentes não eram valorizados em nenhum comportamento que exprimiam, mesmo porque, eles estavam cercados por contingências punitivas e coercitivas. Guilhardi (2002) explica, que “a auto-estima é o produto de contingências de reforçamento positivo de origem social”. Como os pais da maioria dos adolescentes não conseguiram desenvolver esse sentimento de auto-estima, coube a professora Erin Gruwell essa tarefa, que ela realizou com brilhantismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme Escritores da Liberdade, merece ser visto. Aos analistas de comportamentos, o filme oferece possibilidades e ilustra como se dá a promoção de reforçamentos positivos, ao invés da utilização de punição e coerção. Além disso, o filme retrata como o processo educacional nas escolas pode influenciar positivamente na vida dos jovens. Podemos lembrar do mestre Carl Rogers com sua idéia de uma educação Centrada no Aluno, na qual o professor não é o sabe tudo, e os alunos não são apenas objetos do processo de aprendizagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A professora Erin Gruwel, mostrou que não é necessário manter padrões para que o sistema funcione, pelo contrário, ela mostra que a inovação é necessária de acordo com as exigências de cada turma. Sendo assim, o filme torna-se essencial para inspirar professores e educadores, com o intuito de que haja uma melhoria nos sistema educacional adotado, e para que os jovens sintam-se motivados a estudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A exemplos de Carl Rogers, Paulo Freire, Augusto Cury, e outros, que o foco da educação, seja antes as pessoas, do que apenas agregar conhecimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) GUILHARDI, Hélio José. Auto-estima, autoconfiança e responsabilidade. In: BRANDÃO, Maria Zilah da Silva (Org.) Comportamento Humano: tudo (ou quase tudo) que você gostaria de saber para viver melhor. Santo André: ESETec Editores Associados, 2002, cap. 4, p. 63-98.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Mandamentos do Conselheiro Educacional&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;color:#000099;"&gt;Eric Troncoso e Anita Repeto - Chile&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.Aceitarás a todo ser humano como a parte mais digna de sua própria natureza.&lt;br /&gt;2.Não criarás expectativas teóricas acerca da perfeição humana.&lt;br /&gt;3.Aceitarás o significado que o outro soube outorgar à sua própria existência.&lt;br /&gt;4.Estarás disposto a tratar a cada ser e a cada coisa segundo seu uso ou segundo seu fim natural.&lt;br /&gt;5.Te esmerarás por entender a realidade tal como é sofrida ou gozada pelo outro.&lt;br /&gt;6.Estarás disposto a aceitar os modos de ser próprios e alheios com ânimo positivo.&lt;br /&gt;7.Não mentirás, nem te mentirás.&lt;br /&gt;8.Revelarás o que decidas revelar de ti, com simplicidade.&lt;br /&gt;9.Crescerás em obediência à melhor opinião de tua própria natureza.&lt;br /&gt;10.Honrarás em cada ser humano a dimensão de bem que espera de si, e chamarás a essa relação: empatia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2509779885186479460-3544653497940340188?l=jornadapsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornadapsicologica.blogspot.com/feeds/3544653497940340188/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2509779885186479460&amp;postID=3544653497940340188&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2509779885186479460/posts/default/3544653497940340188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2509779885186479460/posts/default/3544653497940340188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornadapsicologica.blogspot.com/2009/04/incentivando-liberdade.html' title='Incentivando a Liberdade'/><author><name>Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15932854584916147590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_DVaakBrG5R8/SY3HIya0bpI/AAAAAAAAAA0/1zhslCIzuHU/S220/PIC00035.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_DVaakBrG5R8/SdlATz2egmI/AAAAAAAAACc/bsYwM_cHlrc/s72-c/escritores+da+liberdade.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2509779885186479460.post-8071545908144686596</id><published>2009-04-05T11:54:00.002-03:00</published><updated>2009-04-05T11:55:34.335-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Para ajudar o outro devo entender o que ele entende, se não minha ajuda não valerá para ele." Kierkegaard&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2509779885186479460-8071545908144686596?l=jornadapsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornadapsicologica.blogspot.com/feeds/8071545908144686596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2509779885186479460&amp;postID=8071545908144686596&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2509779885186479460/posts/default/8071545908144686596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2509779885186479460/posts/default/8071545908144686596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornadapsicologica.blogspot.com/2009/04/para-ajudar-o-outro-devo-entender-o-que.html' title=''/><author><name>Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15932854584916147590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_DVaakBrG5R8/SY3HIya0bpI/AAAAAAAAAA0/1zhslCIzuHU/S220/PIC00035.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2509779885186479460.post-6093943537878850293</id><published>2009-03-24T15:17:00.007-03:00</published><updated>2011-11-30T15:47:09.216-02:00</updated><title type='text'>Nós e nossos vícios</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_DVaakBrG5R8/Sckj5vWcuUI/AAAAAAAAACU/zv3jnod192s/s1600-h/filme+quando+um+homem+ama.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316820309957720386" src="http://2.bp.blogspot.com/_DVaakBrG5R8/Sckj5vWcuUI/AAAAAAAAACU/zv3jnod192s/s400/filme+quando+um+homem+ama.jpg" style="display: block; height: 245px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 360px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Quando pensamos em vícios, geralmente nos remetemos às drogas. Porém sabemos que os vícios podem ser tanto físicos como emocionais. Existem pessoas viciadas em drogas, outras em alimentos, e ainda, aquelas que são viciadas em emoções ou em algum tipo de relacionamento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;A busca ansiosa pela vivência do vício tende a esconder necessidades internas que não estão encontrando oportunidades saudáveis de satisfação. Quando alguém, por exemplo, quer comer mais e mais, mesmo estando sem fome, talvez esteja mascarando uma fome por nutrição emocional. Quem sabe quer mais carinho e sentir-se protegido? Seu vício de comer, portanto, pode mascarar necessidades internas de ter mais atenção de sua família, por exemplo. E o que leva uma pessoa a buscar no vício o prazer que poderia ser saciado por meios bem mais construtivos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;É bem possível que o vício, seja este qual for, represente uma fuga da realidade. A pessoa tem medo de reconhecer e expressar diretamente suas mais profundas necessidades. Provavelmente ela considera, mesmo a nível inconsciente, que sofrerá menos ao se envolver com algum vício do que expondo suas carências, sua revolta e seus desejos. Então, em vez de declarar o que precisa, procura no vício tanto o esquecimento provisório desse anseio quanto o anestésico dessa dor de não se saciar verdadeira e saudavelmente. Prefere escapar daquilo que a faz sentir-se vazia através de alguma compulsão. E acaba aumentando esse mesmo vazio quando passa o efeito da “droga”, ainda mais que este poderá ser acompanhado de muita culpa e desconforto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a dependência do viciado geralmente envolve os familiares, as maiores barreiras e, ao mesmo tempo, a grande esperança de cura estão vinculadas à família. A dinâmica familiar diante do vício de um de seus membros tende a ser crucial, tanto em termos de manter o viciado dependente quanto de resolução do problema. Como?&lt;br /&gt;Há um princípio na Teoria Sistêmica (Familiar) que comprova esse fato. O princípio chama-se Homeostase e refere-se ao processo autorregulador que mantém a estabilidade do sistema e protege-o de desvios e mudanças. Na família, representa uma tendência da mesma em manter um certo padrão de relacionamento e empreender operações para impedir que haja mudanças nesse padrão de relacionamento já estabelecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, quando o “viciado” melhora, a família, ou um outro integrante específico, tende a piorar para manter o equilíbrio na dinâmica familiar. Nesse caso, caberá a cada um dos envolvidos nesse processo doloroso tentar resolver os conflitos juntos, com cada qual fazendo uma auto-observação. A ideia é entender que cada um tem um papel na família, mas que isso não deve ser permanente. Devemos considerar que podemos estar alimentando o vício do outro, em prol de uma autossatisfação inconsciente, a qual pode ter uma baixa autoestima por trás. Não é fácil aceitarmos a mudança do outro em um relacionamento familiar (e aqui se incluem também os casais), pois isso implica que também teremos que fazer a nossa parte na mudança. Podemos tentar manter o mesmo padrão ou promover a autotransformação de todo o sistema familiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um exemplo é o da mãe que se sacrifica profissional ou afetivamente para cuidar de seu filho viciado. Quando este começa a melhorar, ela se sente confusa. Aquele papel que desempenhava na família, servindo-o quase que exclusivamente, é abalado. Agora ela terá de cuidar da sua vida afetiva ou profissional, as quais relegou em função do sacrifício que fez em ser útil ao filho. Inconscientemente, ela tende a evitar esse compromisso com seu parceiro e seu trabalho. Procura manter a função de servir ao filho. Eis a homeostase em ação. Ela, diante da melhora do filho, também precisa fazer um movimento progressista. Envolver-se de uma nova maneira com seu lado afetivo e profissional é o que é pedido dela nessa nova dinâmica familiar. Se ela fizer isso, estará ajudando seu filho, a si mesma e todos os familiares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos encontrar essa situação bem exemplificada no filme Quando um homem ama uma mulher (When a Man Loves a Woman). Diante da recuperação de sua mulher Alice Green (Meg Ryan), Michael Green (Andy Garcia) também precisa mudar muitos comportamentos. O papel que desempenhava na dinâmica familiar de sua vida conjugal e na criação das duas filhas precisou ser revisto, de modo a acompanhar os progressos de Alice. Enquanto Michael não percebeu essa necessidade, sua postura, de certa forma, alimentava o vício dela e colocava em risco a relação deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas pessoas se casam sem querer ver como o outro é realmente. Então muitas vezes o que no início da relação parece ser legal ou engraçado, depois se torna o pivô das brigas e conflitos no relacionamento. No filme isso fica implícito, mas é possível notar que a princípio Michael se divertia com as atitudes de Alice quando ela estava alcoolizada. Provavelmente ele poderia ter convivido com isso durante todo o casamento e não ter percebido que aquilo era um problema para Alice. De certa forma alimentou o vício dela de maneira inconsciente (ou podemos dizer também que ele reforçava o comportamento de Alice). Com isso, ele também se mantinha em seu papel de homem maduro e responsável por todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bom ressaltar que em uma família, seja com filhos ou não, todos são responsáveis pela dinâmica familiar. Então se há um viciado, o problema não é somente dele, é de todos os integrantes. Cabe a cada um perceber seu papel e assumir a responsabilidade nos relacionamentos. Todos somos co-responsáveis em uma família. Ao percebermos isso todos irão se envolver na resolução de problemas, sem definir vítimas nem culpados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Esse artigo teve a contribuição de Yubertson Miranda&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://yub-universosimbolico.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;http://yub-universosimbolico.blogspot.com/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2509779885186479460-6093943537878850293?l=jornadapsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornadapsicologica.blogspot.com/feeds/6093943537878850293/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2509779885186479460&amp;postID=6093943537878850293&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2509779885186479460/posts/default/6093943537878850293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2509779885186479460/posts/default/6093943537878850293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornadapsicologica.blogspot.com/2009/03/nos-e-nossos-vicios.html' title='Nós e nossos vícios'/><author><name>Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15932854584916147590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_DVaakBrG5R8/SY3HIya0bpI/AAAAAAAAAA0/1zhslCIzuHU/S220/PIC00035.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_DVaakBrG5R8/Sckj5vWcuUI/AAAAAAAAACU/zv3jnod192s/s72-c/filme+quando+um+homem+ama.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2509779885186479460.post-2258700955290660030</id><published>2009-03-08T19:54:00.005-03:00</published><updated>2009-08-18T09:13:57.973-03:00</updated><title type='text'>Uma Leitura do Julgamento</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_DVaakBrG5R8/SbRNCdBt83I/AAAAAAAAACM/PXZk5eH3J7w/s1600-h/leitor07.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5310954565123568498" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 296px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_DVaakBrG5R8/SbRNCdBt83I/AAAAAAAAACM/PXZk5eH3J7w/s400/leitor07.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assisti ao filme O Leitor (The Reader) pela segunda vez no cinema para fazer um trabalho na faculdade. Não me importei em assistir novamente ao filme, mesmo porque já tinha gostado da primeira vez que o vi. Apesar da riqueza do filme, e de vários temas como culpa, família e relacionamentos poderem ser abordados, quero aproveitar o enredo para refletir sobre uma questão específica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No filme, Michael de 15 anos, vive uma paixão com Hanna, uma mulher bem mais velha do que ele. Meu foco não é o caso dos dois, mas o que ocorre após Hanna abandonar seu menino. Ela re-aparece 8 anos depois para ser julgada no tribunal por sua participação nos campos de concentração na época do Nazismo. E é sobre essa questão que gostaria de abordar: O Julgamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No filme Hanna é declarada culpada e sua pena é a prisão perpétua. Mas Hanna também é julgada por aqueles que assistem ao filme. Suas atitudes para “seduzir” um menino mais novo. Sua “covardia” por não se aceitar analfabeta. A ousadia de não se arrepender pelos crimes cometidos perante o Juiz. E finalmente, pela atitude tomada por medo do que o futuro a reservava. Todas essas atitudes nós julgamos como erradas. E acredito ser esse o nosso equívoco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podemos julgar o que levou aquela mulher do filme a agir da maneira como agiu. Mas fazemos isso no filme e também na vida real. Julgamos tudo e todos, com NOSSOS valores morais. Claro que a lei deve ser cumprida e o tribunal dá a sentença que o Réu merece (talvez, nem sempre...). Mas nosso julgamento nada tem a ver com a Justiça legal, mas sim com nossa justiça moral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, quem são os culpados? Como já afirmei no texto anterior, penso que nós devemos ter cuidado ao apontar os culpados ou inocentes em algum relacionamento, seja ele qual for. Não pensamos em quais circunstâncias o outro tomou aquela atitude que tanto recriminamos. Dizemos apenas que ela está errada. Claro que podemos ter nossa opinião pessoal (afinal somos seres humanos), mas eu acredito que um profissional, ou mesmo estudante de Psicologia, deve pensar muito nessa questão da moral e do julgamento, caso queira trabalhar com pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso olhar deve ser Sistêmico o tempo todo. Não podemos apenas olhar para uma atitude isolada, mas olhar o todo e de preferência com os olhos daquele a quem ficamos tentados a julgar. Como julgar a subjetividade de cada um? Como julgar as escolhas? Cada um tem sua história, e merece ser respeitado por ela.&lt;br /&gt;Talvez Hanna fosse simplesmente uma mulher ávida por aprender, mas orgulhosa demais para pedir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Julgar os outros é perigoso. Não tanto pelos erros que podemos cometer a respeito deles, mas pelo que podemos revelar a nosso respeito." Voltaire&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2509779885186479460-2258700955290660030?l=jornadapsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornadapsicologica.blogspot.com/feeds/2258700955290660030/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2509779885186479460&amp;postID=2258700955290660030&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2509779885186479460/posts/default/2258700955290660030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2509779885186479460/posts/default/2258700955290660030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornadapsicologica.blogspot.com/2009/03/assisti-ao-filme-o-leitor-pela-segunda.html' title='Uma Leitura do Julgamento'/><author><name>Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15932854584916147590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_DVaakBrG5R8/SY3HIya0bpI/AAAAAAAAAA0/1zhslCIzuHU/S220/PIC00035.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_DVaakBrG5R8/SbRNCdBt83I/AAAAAAAAACM/PXZk5eH3J7w/s72-c/leitor07.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2509779885186479460.post-1207133497035489127</id><published>2009-02-09T16:53:00.003-02:00</published><updated>2009-08-18T09:13:03.107-03:00</updated><title type='text'>Assertividade, Sistêmica e Projeção</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_DVaakBrG5R8/SZB74o7erLI/AAAAAAAAABk/SVjbHJe0HaA/s1600-h/apenas+um+sonho.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5300872974404857010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 250px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_DVaakBrG5R8/SZB74o7erLI/AAAAAAAAABk/SVjbHJe0HaA/s400/apenas+um+sonho.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estudei um pouco sobre Comportamento Assertivo no último semestre, e foi uma das matérias da Teoria Comportamental que me chamaram atenção. No mesmo período também aprendi um pouco sobre a Teoria Sistêmica, e consigo fazer algumas pontes com as duas abordagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impressionante, como não percebemos nosso comportamento no dia-a-dia. Agimos de forma tão impulsiva ou inconsciente na maioria das vezes, que não ficamos atento para o momento presente, ou como nos relacionamos de fato com os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas reclamam que não são bem tratadas, que são deixadas de lado, ou agredidas em seu relacionamento, mas o que será que cada um faz para modificar o seu próprio comportamento. Será que estamos transferindo para o outro a responsabilidade pela nossa vida?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Comportamento Assertivo devemos expressar nossas idéias, pensamentos ou desejos, de forma segura e tranquila, respeitando nossos direitos e sem agredir nem interferir no direito do outro. Porém, na maioria das situações mantemos comportamentos não-assertivos, que podem ser passivos ou agressivos. No Comportamento Passivo, deixamos nosso direito de lado para agradar ao outro; somos omissos diante da vida. O Agressivo, será aquele que impõe suas idéias e opiniões, geralmente se auto-enaltecendo. Na mesma situação podemos agir de maneiras variadas alternando entre os comportamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns já estão se perguntando: O que isso tem a ver com a Teoria Sistêmica? Em primeiro lugar, ambas as abordagens são de certo modo existencialistas, ou seja, acreditam que o ser humano não é algo pronto e acabado, ele não É, mas apenas ESTÁ de determinada forma. Sendo assim, podemos modificar nossos padrões e atitudes quando sentirmos necessidade, sendo que, algumas vezes precisaremos de ajuda de profissionais para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um relacionamento de casal podemos identificar facilmente o comportamento que predomina em cada um. Geralmente a pessoa que se comporta de forma passiva, poderá ter um companheiro(a) que se comporta agressivamente. Isso é comum, pois um alimenta a postura do outro. Então já podemos falar da Teoria Sistêmica. Em um casal não há um vilão e um bandido como em filmes de bang-bang (ou como aparecem nas novelas). Ambos são pessoas imperfeitas que buscam viver um relacionamento perfeito juntas. O que acaba ocorrendo na maioria das vezes, é que o que sofre sempre coloca a culpa de seus problemas no outro. O passivo sofre calado aceitando as imposições do agressivo, que muitas vezes nem percebe o mal que está fazendo já que o passivo não fala sobre seus sentimentos. Na Teoria Sistêmica, sabemos que não há UM responsável por uma relação estar ruim. AMBOS são responsáveis, pois de alguma forma um alimenta o comportamento/atitude do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ótimo filme em cartaz que ilustra um pouco essa situação, chama-se: Foi apenas um Sonho (Revolutionary Road). Aliás, quase todas as abordagens principais da Psicologia, podem ser estudadas com esse filme, mas eu vou focar apenas nas duas já mencionadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme aborda o relacionamento do casal April e Frank, personagens de Kate Winslet e Leonardo DiCaprio. Ela era uma atriz sem sucesso, e deixa sua carreira devido ao casamento e a falta de reconhecimento em sua profissão. Ele segue os passos do pai trabalhando em uma empresa há anos, sem saber qual o seu talento e o que realmente deseja para sua vida profissional. Com o tempo a vida dos dois se transforma em uma rotina que pode ser a da maioria dos casais. Eles têm dois filhos, uma bela casa, e são defrontados com suas próprias escolhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O casal que era um modelo, se torna infeliz. Ao contrário do que muitos dizem, não foi o casamento que fez isso a eles. A infelicidade do casal ocorreu devido às suas expectativas frustradas. Eles projetaram no outro seus sonhos, esperando que fossem realizados, mas sem fazer o movimento necessário para que isso acontecesse. Ambos mantém a passividade em muitos momentos, vivendo cada um no seu mundo de sonhos e ideais, sem dizer ao outro quais eram seus reais desejos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme pode ser tendencioso e ás vezes mostrar que um dos dois é culpado pela situação da relação decadente. Eu não percebi dessa maneira. Ao meu modo de ver, cada um contribuiu significativamente para que a relação chegasse aquele ponto. Em um dado momento April deseja mudar. Mas podemos perceber que ela não o faz por Frank, mas por desejar viver seus próprios sonhos frustrados. Porém, a falta dessa percepção faz com ela se decepcione novamente, por colocar em Frank todas as suas expectativas. Ironicamente, um “Louco” conhecido do casal, acaba por expor os dois às suas próprias sombras, forçando Frank e April a retirarem suas máscaras e a revelarem, de forma dolorosa, seus reais desejos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não adianta vivermos a vida esperando que o outro resolva nossos problemas. Isso vale para qualquer relacionamento. Não precisamos esperar que o “Louco” intervenha para expor nossos sentimentos. Algo está errado? Vamos parar de colocar a culpa no externo e ver o que estamos fazendo para permanecer na situação. Vamos fazer um treino diário, e tentar agir de maneira assertiva em nossos relacionamentos, assumindo as rédeas de nossa vida. Com isso conseguiremos viver melhor com quem está ao nosso lado e seremos leais aos nossos valores e desejos, sem tanto sofrimento.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2509779885186479460-1207133497035489127?l=jornadapsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornadapsicologica.blogspot.com/feeds/1207133497035489127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2509779885186479460&amp;postID=1207133497035489127&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2509779885186479460/posts/default/1207133497035489127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2509779885186479460/posts/default/1207133497035489127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornadapsicologica.blogspot.com/2009/02/assertividade-sistemica-e-projecao_6954.html' title='Assertividade, Sistêmica e Projeção'/><author><name>Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15932854584916147590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_DVaakBrG5R8/SY3HIya0bpI/AAAAAAAAAA0/1zhslCIzuHU/S220/PIC00035.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_DVaakBrG5R8/SZB74o7erLI/AAAAAAAAABk/SVjbHJe0HaA/s72-c/apenas+um+sonho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2509779885186479460.post-4829128114068105612</id><published>2009-02-07T13:07:00.001-02:00</published><updated>2009-02-07T13:07:57.074-02:00</updated><title type='text'>Simplesmente Mulher</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="0" cellpadding="0" border="0" &gt;&lt;tr&gt;&lt;td valign="top" style="font: inherit;"&gt;&lt;DIV id=RTEContent&gt; &lt;DIV id=RTEContent&gt; &lt;DIV&gt; &lt;DIV&gt;&lt;FONT face="comic sans ms"&gt;&lt;SPAN style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Arial; mso-bidi-font-size: 12.0pt"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt; &lt;P class=MsoBodyText style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%" align=center&gt;&lt;IMG src="http://www.adorocinema.com/filmes/simplesmente-alice/simplesmente-alice-poster02.jpg"&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;P class=MsoBodyText style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%"&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;P class=MsoBodyText style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%"&gt;Gostaria de refletir um pouco sobre o papel da mulher nos dias de hoje e acredito que há um paradigma em torno dessa questão. O paradigma de que a mulher é frágil e de que em toda mulher há o desejo de ser mãe. E, por isso, ela deve ser doce, carinhosa e compreensiva. &lt;SPAN style="mso-spacerun: yes"&gt;&amp;nbsp;&lt;/SPAN&gt;Por outro lado, existe a idéia de que devemos ser tratadas e valorizadas como os homens no ambiente profissional. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;SPAN style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Arial; mso-bidi-font-size: 12.0pt"&gt;&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;SPAN style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Arial; mso-bidi-font-size: 12.0pt"&gt;Infelizmente, ainda existe um certo machismo do século passado nos dias de hoje. Tanto que encontramos empresas nas quais há diferença salarial entre homens e mulheres que ocupam o mesmo cargo, principalmente nos cargos mais altos. Por isso, talvez as mulheres se sintam no dever de trabalhar mais para mostrar seu valor. O movimento feminista ajudou com que saíssem de suas casas e fossem para o mercado de trabalho. Porém, não garantiu que ambos os sexos seriam tratados da mesma maneira.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;SPAN style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Arial; mso-bidi-font-size: 12.0pt"&gt;&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;P class=MsoBodyText style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%"&gt;Mas o que realmente faz a diferença? A forma como o outro me vê ou a forma como eu mesma me percebo? Acredito que as mulheres que lidam bem consigo mesmas e com os papéis que devem desempenhar, não estão brigando por melhores salários. Elas já tem! E &lt;SPAN style="mso-spacerun: yes"&gt;&amp;nbsp;&lt;/SPAN&gt;não se preocupam se os homens ganham mais ou não. Elas se importam com seu próprio valor, com quem são em sua essência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;SPAN style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Arial; mso-bidi-font-size: 12.0pt"&gt;&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;SPAN style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Arial; mso-bidi-font-size: 12.0pt"&gt;É possível ilustrar melhor essas questões com o filme Simplesmente Alice, do diretor &lt;/SPAN&gt;&lt;SPAN style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Arial"&gt;Woody Allen. No filme, a personagem Alice, representada pela atriz Mia Farrow, possui uma vida familiar estável, com filhos, marido e conforto. Porém, conhece um outro homem e começa a ter fantasias a seu respeito. Ela decide procurar um médico chinês, devido a algumas dores no corpo. No entanto, o chinês entende o que Alice realmente precisa. Ele receita um tratamento à base de ervas mágicas, o qual irá mudar a vida dela por meio de uma jornada fascinante de autoconhecimento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;SPAN style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Arial"&gt;&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;SPAN style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Arial"&gt;Ao longo do filme, Alice vê seu "mundo perfeito" desmoronar. Ela trai seu marido e também descobre a traição do mesmo. Quando opta pela separação e por ficar com o amante, este resolve voltar para sua ex-esposa. Ela se vê sozinha. Então, percebe que sua busca não é por um companheiro que a ame. Ela descobre que o que lhe falta para ser feliz, é ela mesma se amar e ir em busca de seus próprios ideais. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;SPAN style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Arial"&gt;&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;SPAN style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Arial"&gt;Ao meu ver, Alice descobre sua plenitude ao descobrir ela mesma, ou seja, ao seguir seus próprios desejos, e não o desejo dos outros. Ela saiu do "complexo de ser boazinha" para lutar pelo que ela queria, para buscar o que estava em sua essência. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;SPAN style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Arial"&gt;&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;SPAN style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Arial"&gt;Esse termo utilizado, o qual remete ao fato da mulher ter que ser boa, retirei de um dos contos descritos no livro Mulheres que correm com os lobos, de Clarissa Pinkola. Esse excelente livro sobre o universo feminino busca o resgate do arquétipo da mulher selvagem que existe dentro de cada uma de nós. A autora coloca que devemos ser fortes. Não uma força física, mas &lt;/SPAN&gt;&lt;SPAN style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Arial; mso-bidi-font-size: 12.0pt"&gt;encontrar nossa própria essência, sem fugir, e, sim, convivendo ativamente com a natureza selvagem ao nosso próprio modo. Significa ser capaz de aprender e agüentar o que sabemos de nós mesmas. Manter-se firme e viver (ESTÉS, 1994). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;SPAN style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Arial"&gt;&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;P class=MsoBodyText style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%"&gt;&lt;SPAN style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Arial; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA"&gt;Sendo assim, podemos ser como a personagem Alice do início do filme, ao viver uma vida vazia, dependente do outro. Ou descobrir nossa essência, nos libertando desse estereótipo de "boazinha", para alcançar nossos reais desejos. Temos a escolha de ser terna e maternal, como independente e rebelde. Ou, quem sabe, podemos ser nós mesmas, com nossos anseios, dúvidas e angústias. Somos capazes de administrar os diversos papéis que nos são impostos pela sociedade, mas sem nos subtermos a eles. Convém respeitar a singularidade do que ser mulher representa para cada uma e percorrer o constante caminho do autoconhecimento. Portanto, não nos esqueçamos da mulher selvagem que existe em nós, e que está sempre  pronta para os desafios que surgirem pelo caminho. &lt;/SPAN&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;P class=MsoBodyText style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%"&gt;&lt;SPAN style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Arial; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA"&gt;Não precisamos ser iguais aos homens, mas sim, viver o ser mulher de forma plena e satisfatória!!&lt;/SPAN&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;P class=MsoBodyText style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%"&gt;&lt;SPAN style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Arial; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA"&gt;&lt;/SPAN&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;P class=MsoBodyText style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%"&gt;&lt;SPAN style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Arial; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA"&gt;Artigo originalmente publicado em &lt;A href="http://www.personare.com.br/revista"&gt;www.personare.com.br/revista&lt;/A&gt; (postado aqui com algumas alterações).&lt;/SPAN&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/SPAN&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/table&gt;&lt;br&gt;         &lt;hr size=1&gt;Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! + Buscados: &lt;a href="http://br.rd.yahoo.com/mail/taglines/mail/*http://br.maisbuscados.yahoo.com/"&gt;Top 10&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://br.rd.yahoo.com/mail/taglines/mail/*http://br.maisbuscados.yahoo.com/celebridades/"&gt;Celebridades&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://br.rd.yahoo.com/mail/taglines/mail/*http://br.maisbuscados.yahoo.com/m%C3%BAsica/"&gt;Música&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://br.rd.yahoo.com/mail/taglines/mail/*http://br.maisbuscados.yahoo.com/esportes/"&gt;Esportes&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2509779885186479460-4829128114068105612?l=jornadapsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornadapsicologica.blogspot.com/feeds/4829128114068105612/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2509779885186479460&amp;postID=4829128114068105612&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2509779885186479460/posts/default/4829128114068105612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2509779885186479460/posts/default/4829128114068105612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornadapsicologica.blogspot.com/2009/02/simplesmente-mulher.html' title='Simplesmente Mulher'/><author><name>Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15932854584916147590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_DVaakBrG5R8/SY3HIya0bpI/AAAAAAAAAA0/1zhslCIzuHU/S220/PIC00035.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2509779885186479460.post-81046004935432486</id><published>2009-02-07T12:49:00.002-02:00</published><updated>2009-08-18T09:10:01.153-03:00</updated><title type='text'>Resgatando nossa criança interior</title><content type='html'>&lt;table cellspacing="0" cellpadding="0" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td valign="top"&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify" align="center"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt;font-family:Arial;font-size:12;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt;font-family:Arial;font-size:12;"  &gt;&lt;p class="MsoBodyText" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%" align="center"&gt;&lt;img src="http://br.i1.yimg.com/br.movies.yimg.com/cinemateca/fotos/7083gr1.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoBodyText" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%" align="left"&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoBodyText" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%" align="left"&gt;Já faz um tempo gostaria de escrever sobre a nossa criança interior. Essa idéia me ocorreu a partir do filme Duas Vidas (The Kid), depois de assisti-lo pela quinta vez para um trabalho na faculdade. Gosto de utilizar os filmes como metáforas para ilustrar situações corriqueiras de nossas vidas, e alguns deles têm muito a nos dizer. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt;font-family:Arial;font-size:12;"  &gt; &lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt;font-family:Arial;font-size:12;"  &gt;Nesse filme, Bruce Willis faz o papel de Russ, um executivo frio e ambicioso, que aparentemente não mantém nenhuma relação de afeto por ninguém. Porém, em dado momento, ele se depara com Rusty, ele mesmo aos 8 anos, e começa a rever as escolhas que fez em sua vida. O filme revela o quanto uma criança ferida pode transformar a vida de um adulto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt;font-family:Arial;font-size:12;"  &gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt;font-family:Arial;font-size:12;"  &gt;Todos temos uma criança interior que precisa ser lembrada. Na correria do dia-a-dia, acabamos não lhe dando a atenção necessária. Também não pensamos que uma dificuldade vivida hoje, pode ser reflexo dessa criança ter sido ferida no passado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt;font-family:Arial;font-size:12;"  &gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt;font-family:Arial;font-size:12;"  &gt;Em algum momento, podemos pensar: "Bons tempos aqueles em que eu era criança e não tinha tantas responsabilidades." Na verdade, não é isso que estamos pensando, já que esse sentimento é desenvolvido desde cedo em nossas vidas. O que sentimos falta realmente é da&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;Liberdade. "Como assim?", alguns podem perguntar. Afinal, considera-se que a liberdade só chega a partir dos 18 anos. Deixe-me explicar melhor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt;font-family:Arial;font-size:12;"  &gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt;font-family:Arial;font-size:12;"  &gt;A criança é livre, pois não tem medo de errar. Arrisca-se a cair e a levantar quantas vezes forem necessárias, sem preocupações com o tempo ou com a opinião alheia. Aproveita tudo que a vida tem para oferecer em cada momento. Experimenta o que quer e da forma que deseja sem medo de acabar. Aquele chocolate único e delicioso, que nós adultos comemos aos poucos, a criança o mastiga por completo. Porque ela prefere saboreá-lo em sua boca por um longo tempo, sem medo de que ao terminar não haverá mais. Ela deseja ser feliz agora. A criança diz às pessoas como se sente, sem medo de julgamentos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt;font-family:Arial;font-size:12;"  &gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt;font-family:Arial;font-size:12;"  &gt;Por esses e outros motivos, éramos livres quando criança. Livres das amarras que nós próprios criamos ao longo de nossa vida. Livres do medo do pré-julgamento dos outros. Éramos livres do medo de ser feliz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt;font-family:Arial;font-size:12;"  &gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt;font-family:Arial;font-size:12;"  &gt;O Russ adulto era uma criança ferida. No filme, ele teve a chance de voltar no tempo e perceber em qual momento foi marcado pela dor. O menino Rusty o ajudou lembrando-o como era bom ser criança.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt;font-family:Arial;font-size:12;"  &gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt;font-family:Arial;font-size:12;"  &gt;Portanto, se quisermos mesmo entender e resgatar nossa criança interior, basta olhar para dentro e ouvir o que ela tem a nos dizer. Nossa criança pode não estar ferida, mas merece ser sempre amada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt;font-family:Arial;font-size:12;"  &gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt;font-family:Arial;font-size:12;"  &gt;O que proponho não é pararmos no tempo, tal como alguns adultos fazem ao manter comportamentos infantis. É, sim, sabermos quando e como darmos vazão a essa criança que existe em nosso íntimo. Para isso, não tenha vergonha quando ela quiser se manifestar. Viva e se esbalde, pois essa é uma ótima oportunidade de viver o agora. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt;font-family:Arial;font-size:12;"  &gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt;font-family:Arial;font-size:12;"  &gt;Algumas sugestões podem lhe ajudar a resgatar sua criança ferida:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt 36pt; TEXT-INDENT: -18pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify; mso-list: l0 level1 lfo1; tab-stops: list 36.0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt;font-size:12;" &gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;-&lt;span style="FONT: 7pt 'Times New Roman'"&gt;          &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt;font-family:Arial;font-size:12;"  &gt;Vá ao supermercado e compre coisas que você normalmente não come com as mãos. Leve para a casa e se lambuze saboreando tudo;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt 36pt; TEXT-INDENT: -18pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify; mso-list: l0 level1 lfo1; tab-stops: list 36.0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt;font-size:12;" &gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;-&lt;span style="FONT: 7pt 'Times New Roman'"&gt;          &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt;font-family:Arial;font-size:12;"  &gt;Faça barulhos com objetos em casa, só para ouvir os sons. Não esqueça as panelas e talheres;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt 36pt; TEXT-INDENT: -18pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify; mso-list: l0 level1 lfo1; tab-stops: list 36.0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt;font-size:12;" &gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;-&lt;span style="FONT: 7pt 'Times New Roman'"&gt;          &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt;font-family:Arial;font-size:12;"  &gt;Repita em voz alta por vinte vezes a palavra não;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt 36pt; TEXT-INDENT: -18pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify; mso-list: l0 level1 lfo1; tab-stops: list 36.0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt;font-size:12;" &gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;-&lt;span style="FONT: 7pt 'Times New Roman'"&gt;          &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt;font-family:Arial;font-size:12;"  &gt;Arrisque confiar em um amigo de quem você gosta. Deixe que ele faz os planos e controle o que fizerem juntos;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt 36pt; TEXT-INDENT: -18pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify; mso-list: l0 level1 lfo1; tab-stops: list 36.0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt;font-size:12;" &gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;-&lt;span style="FONT: 7pt 'Times New Roman'"&gt;          &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt;font-family:Arial;font-size:12;"  &gt;Reserve períodos de tempo para não fazer nada, não ter planos, não ter compromissos, simplesmente curtir;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt 36pt; TEXT-INDENT: -18pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify; mso-list: l0 level1 lfo1; tab-stops: list 36.0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt;font-size:12;" &gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;-&lt;span style="FONT: 7pt 'Times New Roman'"&gt;          &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt;font-family:Arial;font-size:12;"  &gt;Deite-se numa rede e fique ali se balançando pelo tempo que quiser;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt;font-family:Arial;font-size:12;"  &gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoBodyText" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Uma outra técnica para o resgate da nossa criança interior, consiste em escrever cartas para ela em vários estágios de seu desenvolvimento. Para o bebê interior, para a criança que começa a andar, na idade pré-escolar até a adolescência, e também para os Pais. Não precisa ser nada muito elaborado, apenas deixe as idéias aflorarem em sua mente. Talvez esta seja a hora certa para cicatrizar algumas feridas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoBodyText" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoBodyText" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Artigo originalmente publicado em &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.personare.com.br/revista"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#800080;"&gt;www.personare.com.br/revista&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt; (Postado aqui com algumas alterações).&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2509779885186479460-81046004935432486?l=jornadapsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornadapsicologica.blogspot.com/feeds/81046004935432486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2509779885186479460&amp;postID=81046004935432486&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2509779885186479460/posts/default/81046004935432486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2509779885186479460/posts/default/81046004935432486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornadapsicologica.blogspot.com/2009/02/resgatando-nossa-crianca-interior.html' title='Resgatando nossa criança interior'/><author><name>Cristina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15932854584916147590</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_DVaakBrG5R8/SY3HIya0bpI/AAAAAAAAAA0/1zhslCIzuHU/S220/PIC00035.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
